quarta-feira, 30 de Abril de 2008

The Pinker Tones - Wild Animals


Novo trabalho dos espanhóis (provenientes de Barcelona) The Pinker Tones, um duo (Salvador Rey e Alex Llovet), formado em 2001, que se dedica à electrónica com toques do folk, jazz e do retro pop. Uniram-se para produzir a banda sonora de um programa de televisão e, só depois, resolveram levar o projecto pela via "normal". A estreia, após o lançamento de alguns singles, chega com "The BCN Connection", em 2003. Sem deixarem de produzir bandas sonoras nem remisturarem temas alheios, em 2006 lançam "The Million Colour Revolution".

O burburinho à volta do projecto foi aumentando, muito graças à ajuda das suas actuações (uma mistura de concerto com DJ set), o que concede distribuição por território norte-americano (via Nettwerk Records), resultando num álbum de remisturas do anterior trabalho. Este ano, apresentam "Wild Animals". Um trabalho leve e divertido para os dias de calor que se avizinham (quer dizer, com estas variações nunca se sabe)...


a ouvir: S.E.X.Y. R.O.B.O.T ou 24

classificação: putável


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restante discografia:

2004 The BCN Collection
2006 The Million Colour Revolution


terça-feira, 29 de Abril de 2008

A Vaca Leiteira

Caros colegas...
Todos temos um lado bastante curioso e às vezes, assim na loucura, gostamos de nos questionar sobre os hábitos que nos são incutidos desde muito cedo e que a certa altura começam a fazer "espéce"... Então, decidi fazer uma pesquisa sobre aquela musiquinha de infância que nós adoramos cantarolar quando não temos mais nada em que pensar (ou quando já estamos um pouco alcoolizados - até calha bem, agora que estamos perto da Queima!) – A Vaca Leiteira!

No YouTube, o Ismael faz um brilharete:



E agora... A versão espanhola!

(reparem nos dotes vocais do senhor cantor…)

Para quem gostar de acompanhar » a letra!

Um conselho? Não procurem por "vaca leiteira" nas imagens do Google (mas como eu sei que vocês são como os putos - do contra - depois não digam que eu não avisei. :))...

dEUS - Vantage Point


Mais recente trabalho destes indie belgas, a primeira banda desse género a conseguir contrato com uma major naquele país. Formados por Tom Barman (voz/guitarra), Stef Kamil Carlens (baixo), Julle De Borgher (bateria), Klaas Janzoons (violino) e Rudy Trouvé (guitarra), os dEUS nasceram em Antuérpia, em 1991, enquanto banda de covers. À medida que foram criando o seu próprio material, adoptaram, também, uma nova postura nos concertos: espontânea e irreverente, influenciada pelo jazz, folk e punk - além do rock, claro.

Após o lançamento do seu primeiro EP, "Zea", dedicaram-se a actuações em Londres (que lhes haviam de conceder o contrato com a Island Records). Em 1994, chega o disco de estreia: "Worst Case Scenario", aclamado pela crítica e pelo público. Deste álbum, ficaram os singles "Suds and Soda" e "Via". Após o segundo álbum, "My Sister Is My Clock", guitarrista e baixista abandonam o projecto, sendo substituídos por Craig Ward e Danny "Cool Rocket" Mommens. Seguem-se "In a Bar, Under the Sea", "The Ideal Crash" e, mais recentemente, "Pocket Revolution".

Esta semana, chega às lojas este "Vantage Point". A conferir ao vivo a 2 de Agosto, no Festival Paredes de Coura.


a ouvir: The Architect, Smokers Reflect, Popular Culture

classificação: putável


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restante discografia:

1994 Worst Case Scenario
1995 My Sister Is My Clock
1997 In a Bar, Under the Sea
1999 The Ideal Crash
2006 Pocket Revolution


um designer gráfico brincalhão?



Recentemente, o "Office of Government Commerce" britânico revelou o seu logótipo novo. Até aqui, nada de estranho. O problema surge quando é rodado em 90º... não vos faz lembrar nada?

segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Portishead - Third


O perfil destes ingleses já foi traçado no posto de escuta dedicado ao "Dummy" e já se falou um pouco a respeito deste "Third" no rescaldo do concerto dado no Coliseu do Porto há cerca de um mês, mas esta semana chega oficialmente às lojas o trabalho - depois de circular pela internet há várias semanas, de forma legal (e noutras nem por isso).

Com o single de apresentação, "Machine Gun" (ver aqui o vídeo) ficou logo claro que o rumo que a banda seguiria neste trabalho era distinto, ainda que a sonoridade seja familiar (e tão estranha ao mesmo tempo). Esperado há uma década, é dos álbuns a gerar mais falatório este ano, também muito pelo seu carácter mais experimental. E é um álbum que requer uma digestão demorada, não se assimila em meia dúzia de vezes. Há um fio condutor, mas não há unidade, não há arrumação - e é esta aparente confusão que torna este disco especial.

Mais orgânicos do que nunca, todos os sons parecem naturais e não fabricados de forma electrónica - sendo o rótulo musical extremamente complicado de definir agora. Uma caixinha de música em que cada uma das notas parece calculada ao milímetro, com a voz de Beth Gibbons a dar o lado humano à frieza do "calculismo". Além de um disco, é um desafio musical, que vai crescendo cada vez mais. Um sério candidato a álbum do ano!


a ouvir: The Rip, Machine Gun, Small, Threads

classificação: totalmente pa lamber


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restante discografia:

1994 Dummy
1997 Portishead


O que é o Ponto quêêê?

Sei que está em espanhol, mas O que é o Ponto G????
Zona feminina??? só podem estar a brincar comigo...

agenda da semana 28 de Abril/4 de Maio

// 3ª feira, 29 de Abril //

José González
Aula Magna, Lisboa


// 4ª feira, 30 de Abril //

José González
Teatro Sá da Bandeira, Porto

Freshkitos
Gare, Porto


// 5ª feira, 1 de Maio //

Gui Boratto
Lux, Lisboa


// 6ª feira, 2 de Maio //

Fritus Potatoes Suicide
Maus Hábitos, Porto

Teaser Club
Radio Bar, Porto


// Sábado, 3 de Maio //

Blasted Mechanism
Queimódromo, Porto

Toxic Avenger

Plano B, Porto

Clubbing

Sala 2: Einstürzende Neubauten, Stol (bilhetes esgotados)
Restantes Espaços: Punks Jump Up, Teenage Bad Girl, DJ Kitten (bilhetes a 5€)
Casa da Música, Porto


// Domingo, 4 de Maio //

Jorge Palma, David Fonseca
Queimódromo, Porto

Einstürzende Neubauten
Aula Magna, Lisboa

sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Rinôçérôse em Guimarães


Os franceses Rinôçérôse actuam no Festival Manta, em Guimarães, no dia 19 de Julho, juntando-se aos norte-americanos The National, que tocam no dia anterior.

Os Rinôçérôse formaram-se em 1994 e são constituídos pela dupla Jean-Philippe Freu e Patrice "Patou" Carrié, dedicando-se ao electro/rock. Contam já com quatro álbuns editados - Retrospective (1997), Installation Sonore (1999), Music Kills Me (2002) e Schizophonia (2005), tendo já passado pelo Sudoeste há uns pares de anos. Altamente recomendado!

Os bilhetes para cada dia custam 10€ e o passe para os três 25€. Recorde-se que este festival (a decorrer nos jardins do Centro Cultural de Vila Flor) decorre exactamente nos mesmos dias do Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia (vejam aqui o cartaz praticamente completo). Este ano a sobreposição de datas virou moda...

Moby - Last Night


Três anos depois do seu último álbum, "Hotel", o norte-americano Moby (Richard Melville Hall) volta aos discos com este "Last Night", chegado às lojas no final do mês passado. Moby foi uma das mais importantes figuras na música de dança da década de 90 - trazendo uma face ao estilo de música anónimo por natureza: o techno. Controverso entre o próprio público do género, acabou por ajudar na sua evolução - desconstruindo e tornando trivial um estilo de música até então underground. Mesmo os valores que defende (católico, vegan e activista por causas ambientais), dotaram o seu nome de grande popularidade.

Em 1991, lança o seu primeiro hit esmagador: "Go". Todo este sucesso, concede-lhe pedidos de remisturas de temas de nomes como Michael Jackson, Pet Shop Boys, Brian Eno, Depeche Mode, Erasure, The B-52's e Orbital. Nesta altura, torna-se um dos mais importantes produtores de techno (sendo figura de destaque na rave scene que pautou o início da década de 90), até que, com "Animal Rights" de 1996, começa a aventurar-se pelo território do rock. Mas foi com "Play", de 1999, que Moby virou uma verdadeira pop star - com o álbum a vender que nem pãezinhos quentes e a conseguir o render da crítica - além dos seus temas terem sido usados em inúmeros anúncios publicitários.

Depois de dois álbuns que não se aproximaram desta enorme popularidade ("18" e "Hotel"), chega este "Last Night" - em que o músico resolve homenagear os estilos de música mais dançáveis que viraram moda (e deixaram de o ser) em Nova Iorque entre a década de 80 e a actualidade, aproveitando todo o conhecimento que tem da club scene.

disco sound ("Ooh Yeah"), há house mais downtempo com um intenso sabor a 90s, com toques do jazz ("I Love to Move in Here", que lhe mistura o hip hop - hip hop também presente em "Alice" -, "257. Zero", "I'm in Love"), temas que parecem saídos dos primeiros álbums de Moby ("Live for Tomorrow", "Hyenas", "The Stars", "Last Night" ou os instrumentais "Degenerates", "Sweet Apocalypse" e "Mothers of the Night") e há grandes malhas que parecem saídas de um disco de vinil com uns valentes anitos ("Everyday It's 1989", "Disco Lies").

Moby está de volta, e altamente recomendado, chegando a ser adiantado para o Sudoeste; entretanto desmentido... será que marca presença por cá este Verão?



a ouvir: Ooh Yeah, Everyday It's 1989, Disco Lies

classificação: pa lamber


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restante discografia:

1992 Moby
1993 Ambient
1995 Everything Is Wrong
1996 Animal Rights
1997 I Like to Score
1999 Play
2002 18
2005 Hotel

Liars em Lisboa em Junho


Os norte-americanos Liars tocam no Santiago Alquimista, em Lisboa, no próximo dia 9 de Junho - depois de terem cancelado concertos para Maio, no Lux (Lisboa) e no Cinema Batalha (Porto), por terem sido convidados pelos Radiohead para fazer a primeira parte dos concertos nos EUA. Na bagagem, vem o trabalho homónimo do ano passado (aqui em posto de escuta).

O concerto está marcado para as 21h, com a primeira parte a cargo dos portugueses Loosers e os bilhetes custam 16€ se comprados antecipadamente (Flur, Louie Louie, Fnac Chiado, Fnac Colombo) e 18€ no próprio dia.

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Headman - Catch Me


Novo trabalho deste suíço Robi Insinna, que se dedica a sonoridades dançáveis e cujo primeiro trabalho, "It Rough", obteve logo o render da crítica e um grande airplay em tudo o que era club. Desde então, dedicou-se a construir uma reputação com as suas remisturas - além do trabalho enquanto produtor e DJ. Remistura, assim, temas de nomes como Franz Ferdinand, Röyksopp, Mylo ou Annie - além de criar a sua própria editora ("Relish Records").

Este "Catch Me" está nas lojas há cerca de um mês. Uma fusão do disco sound com tendências electrónicas mais actuais é aquilo a esperar. A conferir ao vivo dia 9 de Agosto, no Festival do Sudoeste.


a ouvir: Catch Me If U Can ou Come On

classificação: putável


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restante discografia:

2003 It Rough
2006 Relish Compilation


quarta-feira, 23 de Abril de 2008

um vírus genial

Tokyo Police Club - Elephant Shell


Disco de estreia destes indie canadianos, formados por Dave Monks (voz/baixo), Graham Wright (teclas/voz), Josh Hook (guitarra/percursão) e Greg Alsop (bateria/percussão) e como consequência do final dos projectos de que os membros faziam parte (em 2005). Começaram a tocar nesse Verão, conseguindo actuar no Montreal Pop Festival - actuação que os fez perceber que seria um projecto merecedor de aposta a tempo inteiro. Em 2006, assinam contrato com a Paperbag Records e começam a gravar o EP "A Lesson in Crime", lançado na Primavera. Graças à internet (blogs e myspace da banda), o burburinho cresceu e o número de concertos seguiu o mesmo caminho.

Esta semana, este disco de estreia "Elephant Shell" chega às lojas. Seguindo os passos de bandas como os The Strokes, apostam numa sonoridade vintage que não vira costas às pistas de dança. Temas curtos (só "Your English Is Good" passa da marca dos 3 minutos) e directos, num álbum bem curtinho (nem meia hora dura)... Ainda que não tão bom como o EP, recomenda-se.


a ouvir: Your English Is Good

classificação: putável


site myspace


terça-feira, 22 de Abril de 2008

Avenue D - Grade D Beef/D Sides


As Avenue D são um duo feminino nova-iorquino (ainda que nascidas em Miami), com base no electroclash, formado por Debbie D e Daphne D. As suas actuações no início desta década começaram a expor o seu nome, com as suas músicas a falarem da libertação sexual da mulher - e, basicamente, tornando banal o sexo nas suas letras. Foi com "Do I Look Like a Slut?" (oiçam aqui a música, via youtube) que conheceram o sucesso por todas as pistas dedicadas ao electro. Fundem a sonoridade da década de 80 com o electroclash, com um toque de funk. Trazem à memória uma Peaches, mais afunkalhada e virada para o rap.

Aparentemente, abandonaram o mundo da música com dois concertos: um em Nova Iorque e outro em Miami, mas os temas, esses, ficam para a posteridade (praticamente todos gravados pelas próprias, no seu computador e distribuídos em CDRs com autocolantes). Para os saudosos do electroclash, aqui fica o álbum com mais alguns lados B... ou D.


a ouvir: Backseat Bushwack, Beverly (I Hate You)

classificação: putável


site | myspace


Videoclip com estilo

Ora, isto é que é bom gosto!
O pior videoclip de sempre...

segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Uma aposta no Design Criativo!

Há uns tempos o Pa Lamber apresentou alguns utensílios domésticos bastante úteis para o dia-a-dia de uma doméstica... Agora, numa edição "mais à frente", utensílios com uma forte componente criativa. São objectos inovadores e podem proporcionar boas experiências imersivas... Até podem dar um certo "jeitinho" na decoração e noutras coisas, quem sabe... ;)

Bolsa com cabeça

Cadeira ideal para pais de família

Duche colorido (com leds)

Lençol para solteiros

Mochila Yoda

Pára-quedas para rolha

dsdjbshj

Pen Drive Original

Porta-facas

Prato para festas

Rato de pedra

Sanita sinistra

Sofá que não ocupa espaço

Suporte de roupa

Tabela periódica no banho

Teclado antigo

Urinol bizarro

Xadrez comestível

agenda da semana 21/27 de Abril

// 2ª feira, 21 de Abril //

Nick Cave & The Bad Seeds
Coliseu, Lisboa

Black Lips, Sizo, DJs Yeah
Porto Rio, Porto


// 3ª feira, 22 de Abril //

Nick Cave & The Bad Seeds
Coliseu, Porto
21:00


// 5ª feira, 24 de Abril //

The Boys Who Sold The World
Tendinha dos Clérigos, Porto


// 6ª feira, 25 de Abril //

Jean-Michel Jarre
Coliseu, Lisboa
21:30
25 – 100€

Backstreet Boys
Pavilhão Atlântico, Lisboa
20:00
25 – 35€


// Sábado, 26 de Abril //

Easy Stars All-Stars
Cinema Batalha, Porto
22:00
20€

Teaser Club
Clinic, Alcobaça


// Domingo, 27 de Abril //

Easy Stars All-Stars
Aula Magna, Lisboa
22:00
25 - 30€

Jean-Michel Jarre
Coliseu, Porto
21:30
25 – 55€

sábado, 19 de Abril de 2008

Shout Out Louds e Macy Gray no Marés Vivas


É com a presença dos Shout Out Louds (na foto) e de Macy Gray que o cartaz do Marés Vivas (festival de Vila Nova de Gaia, que decorre entre 17 e 19 de Julho) fica quase completo.

Os Da Weasel, que viram a sua presença no festival confirmada durante esta semana, avançaram já que este será um concerto diferente, com o alinhamento a deixar de fora todos os singles e hits da banda, apostando apenas em lados b e temas mais desconhecidos para a construção de um alinhamento especial.

Quanto aos Shout Out Louds, vêm apresentar novamente (depois de uma passagem pela Aula Magna, em Lisboa, no mês passado) o seu "Our Ill Wills" (considerado, por este vosso espaço, um dos melhores álbuns de 2007 e que se encontra aqui em posto de escuta).

Segundo o vereador da Juventude daquele município, falta apenas uma banda norte-americana (para dia 18). O vereador avançou, também, que o festival irá mudar de sítio: passa da praia do Areinho para o Cabedelo. Os bilhetes, esses custam entre 15€ (um dia) e 35€ (os três). Este é o cartaz:


17 de Julho
Peter Murphy
Shout Out Louds
Da Weasel

18 de Julho
Prodigy
The Doors
?

19 de Julho
James
The Cult
Macy Gray

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Kelley Polar - I Need You to Hold On While the Sky Is Falling


Inicialmente conhecido pela responsabilidade na secção de cordas nos projectos Metro Area e Morgan Geist, Kelley Polar começou a sua carreira a solo em 2002, através do lançamento de uma série de singles. Em 2005, no seu álbum de estreia "Love Songs of the Hanging Gardens", dá o corte com a sonoridade semelhante aos projectos em que participava e dedicou-se ao pop. No mês passado, chegou às lojas este "I Need You to Hold On While the Sky Is Falling". Um razoável trabalho de pop electrónica (ao jeito de uns Junior Boys mais uptempo), deixado aqui para o fim-de-semana.


classificação: putável


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restante discografia:

2005 Love Songs of the Hanging Gardens


Leave Britney Alone!!!

O desespero de um fã de Britney Spears...
Peço desculpa caro leitor, mas estou sem palavras...

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Boys Noize no Alive


Depois de passar pelo Lux na semana passada, Boys Noize junta-se ao cartaz do evento de Oeiras... também dia 10 de Julho. No dia seguinte à sua passagem pelo Creamfields Andalucia, é a vez do Alive receber o autor de "Oi Oi Oi" (aqui em posto de escuta).

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

James - Hey Ma


Depois de sete anos de silêncio, os James estão de volta aos discos. Estes ingleses tornaram-se um dos nomes mais importantes na música alternativa britânica das decádas de 80 e 90, com o toque pop que sempre tiveram associado à sua sonoridade.

Projecto nascido em Manchester, em 1982, quando Paul Gilbertson (guitarra), Jim Glennie (baixo) e Gavan Whelan (bateria) conheceram Tim Booth (voz), na faculdade. Rapidamente começaram a actuar, lançando o seu primeiro EP, "Jimone", em 1983. Em 1985, lançam o segundo EP, "James II", que cai nas graças de Morrissey, que os convida para fazer as primeiras partes dos The Smiths. Durante o Verão deste ano, Larry Gott substitui Paul Gilbertson na guitarra, começando a banda a gravar o primeiro longa-duração: "Stutter", chegado às lojas um ano depois - com críticas positivas.

Durante dois anos, dedicaram-se a construir uma base sólida, através da estrada. "Strip-Mine" chega às lojas em 1988, ainda que o pouco sucesso os tenha levado a passar para uma editora mais pequena (Rough Trade). Em 1990, Whelan abandona o projecto, sendo substituído por David Baynton-Power, e aos James junta-se Mark Hunter (teclas), Saul Davies (violino) e Andy Diagram (trompete) - com nova troca de editora.

Foi "Sit Down", um hino ainda hoje, que lhes trouxe o primeiro sucesso - mas também foi uma espécie de maldição, com o tema a ser a imagem da banda (que por vezes optava por nem tocar o tema ao vivo). Resolvem, então, partir para um território mais experimental, em "Laid" (o álbum de maior sucesso nos EUA, ao contrário do pouco sucesso britânico) - com a colaboração de Brian Eno. E é neste período que os James conseguem atingir o estatuto de banda de culto.

Depois de mais alterações na formação (Adrian Oxaal assume a guitarra), os James voltam com "Whiplash" em 1997, depois de uma pausa. Em 1999, "Millionaires" chega às lojas, já como novo guitarrista: Michael Kulas. 2001 veria "Pleased to Meet You" nas lojas - e poucos meses depois, Tim Booth anuncia que irá abandonar o projecto. No ano passado, resolveram se juntar para uma digressão que assinalava a sua colecção de êxitos (e que passaria pelo Festival do Sudoeste): "Fresh as a Daisy: The Singles", sendo que depois acabaram mesmo por entrar em estúdio para gravar este "Hey Ma", chegado esta semana as lojas.

Um bom disco de regresso (ainda que a produção deixe um pouco a desejar), com a capa a fazer correr muita tinta e polémica... A conferir ao vivo no festival Marés Vivas (Gaia) em Julho e por algumas Queimas das Fitas e equivalentes já no próximo mês (10 de Maio em Coimbra e 11 de Maio em Braga).


a ouvir: Hey Ma ou Upside

classificação: pa lamber


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restante discografia:

1986 Stutter
1988 Strip-Mine
1989 One Man Clapping [live]
1990 Gold Mother
1991 James
1992 Seven
1993 Laid
1994 Wah Wah [live]
1997 Whiplash
1999 Millionaires
2001 Pleased to Meet You
2002 Getting Away with It [live]


No meio do caos...

Mais um excelente exemplo de publicidade!

O que é assim:


Fica assim:


Vejam vocês mesmos como acontece em: http://producten.hema.nl/.

Aguardem uns segundos.


Obrigada, Alda. ;)

terça-feira, 15 de Abril de 2008

The Kooks - Konk


Segundo trabalho destes (no início) indie ingleses, depois de um grande álbum de estreia. Projecto nascido em 2005, com Luke Pritchard (voz/guitarra), Hugh Harris (guitarra), Max Rafferty (baixo) e Paul Garred (bateria), que se conheceram durante o curso de música que frequentavam. Pegando em todas as influências (Police, The Strokes, The Everley Brothers ou Funkadelic), começaram a refinar a sua sonoridade - lançando para o mercado um par de singles nesse mesmo ano.

"Eddie's Gun" e "Sofa Song" portaram-se bem nas tabelas, mas foi com "You Don't Love Me" - a obter um grande airplay -, que o sucesso chegou. No início de 2006, chega, também, o primeiro longa-duração: "Inside In/Inside Out" - com o single "Naive" a conquistar airplay a nível internacional - chegando a banda a passar pela tenda do Sudoeste nesse ano, para dar um grande concerto.

Dois anos depois (e depois de ponderarem o fim), chega esta semana às lojas este "Konk" - em que, afirmam, tentaram ir mais longe (ao mesmo tempo que o baixista anuncia a sua saída, sendo substituído por Dan Logan). Depois do primeiro disco vender mais de um milhão e meio de cópias e de, para este, terem escrito cerca de 80 músicas, o resultado é - no mínimo - não muito feliz.

Se o tema de abertura, "See The Sun", e o single "Always Where I Need To Be" ainda nos provocam a sensação "este é um bom disco", rapidamente a expectativa acaba. Letras ocas acompanhadas por aquilo que perceberam ser a fórmula que vende música. Não é um mau álbum, está é longe do nível do primeiro (que tinha na simplicidade o seu trunfo)! Um trabalho pop/rock de consumo imediato, quando muito mais deles se esperava. De facto, cresceram... mas perderam a alma pelo caminho. Ou então só a venderam...


a ouvir: Always Where I Need To Be ou Tick Of Time

classificação: putável


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restante discografia:

2006 Inside In/Inside Out


Um companheiro não alcoolizado à altura

Na Holanda, a vida de cão começa a ter novos contornos.
Naquele país, uma cervejaria apostou num produto novo que poderá aproximar ainda mais o cão do Homem, enquanto companheiro de passeio, brincadeira e não só!

Foi lançada uma cerveja não alcoólica com sabor a carne destinada a estes animais domésticos de tão grande estima por grande parte da população. O slogan "Uma cerveja para o seu melhor amigo" foi o primeiro passo para o lançamento da Kwispelbier.

Agora, em vez de ver futebol sozinho, chame o seu cão para beber uma cerveja consigo!
O Homem também a pode beber, se conseguir suportar o sabor e o facto de ser não alcoólica...

segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Denki Groove - J-Pop


Os Denki Groove ("denki" significa "electricidade", em japonês) são uma das bandas de música de dança com maior sucesso no Japão - sendo quase os Chemical Brothers (ainda que as influências sejam mais Kraftwerkianas) lá do sítio. Chegaram a ser um quarteto, mas voltaram à formação inicial: Takkyu Ishino e Pierre Taki. Fundindo a sonoridade ocidental com a do oriente, acabaram por conseguir assinar pela Sony em 1991, tentando a sua sorte pelo Ocidente.

Já passaram por diferentes territórios da electrónica: desde techno, funk, disco, drum and bass, acid house - chegando até a passar pelo trash metal e rock no álbum "Drill King Anthology". Nesta altura, enquanto trio, os membros do projecto dedicaram-se a diferentes áreas: um ao techno, outro ao pop e outro a instalações artistíticas - com todas as diferentes abordagens a solo a integrarem o projecto enquanto banda, posteriormente.

Com um vasto conjunto de trabalhos lançados, chegou este mês às lojas este "J-Pop", três anos depois do último disco. Uma boa proposta - e verdadeiramente alternativa, no que à música de dança diz respeito - que aqui vos deixo...


a ouvir: Expo Hiroshima ou Mononoke Dance

classificação: putável


site (em japonês)


restante discografia:

1993 Vitamin
1997 Even Cowgirls Get the Blues
1999 Orange
2000 VOXXX
2001 Recycled A
2001 Last Supper
2001 Denki Groove
2001 Drill King Anthology
2001 Flash Papa Menthol
2001 Karateka
2001 UFO
2005 Denki Groove Toka Schadaraparr


Galactic no Alive


Mais uma banda para o dia 10 de Julho: os norte-americanos Galactic, que vêm apresentar "From the Corner to the Block", marcado por ritmos funk, rock e hip-hop.

myspace da banda

The Presets - Apocalypso


Novo trabalho destes senhores australianos - a nacionalidade de um vasto conjunto de nomes extremamente dançáveis no actual panorama musical. Julian Hamilton (teclas, voz) e Kimberly Moyes (bateria, maquinaria) conheceram-se no início da década de 90, enquanto estudantes no Conservatório de Música de Sidney. A par do estudo de música clássica, foi pela pop dos anos 80 que desenvolveram uma enorme paixão, com nomes como os The Smiths, Pet Shop Boys ou New Order como referências.

Souberam conjugar o estudo de música clássica, de dia, com a música dançável, durante a noite.
Chegaram a fazer parte da banda Prop, lançado alguns álbuns de música mais experimental. E foi com o pretexto de remixarem um tema desta banda, de uma forma electrónica bem edgy, que os The Presets nasceram. Em 2003, lançam a sua demo - e a conceituada Modular assina com eles contrato. O resultado chega na forma de EP: "Blow Up", que contou com a guitarra de Daniel Johns (Silverchair). Em 2004, já com a banda a percorrer a estrada, é lançado o EP "Girl and the Sea" - com o tema-título a fazer parte da série The O.C..

Em 2005, lançam "Down Down Down", que atinge a Europa com sucesso. E é nesse ano que chega às lojas australianas (e um ano depois às lojas americanas) o primeiro trabalho: "Beams", que atinge o sucesso e cai nas graças da crítica musical. Três anos depois, chega às lojas este sucessor "Apocalypso". Já com os temas "My People" e "This Boy's In Love" deixados aqui em formato vídeo (o primeiro aqui e o segundo aqui), chega a vez de apresentar o trabalho completo.

O tema de abertura ("Kicking and Screaming") mostra bem os dois lados da música em que a banda tão bem se movimenta: por um lado, o disco dançável, por outro, as batidas industriais. Segue-se "My People", com o seu ritmo contagiante - e uma das grandes malhas do ano nas pistas de dança -, e o devaneio pop (com um toque muito groovy) na forma de "A New Sky". Sem sair do território pop, chega aquilo que mais se pode assemelhar a balada: "This Boy's In Love". Chegam outras duas malhas do álbum: "Yippiyo-Ay" e "Talk Like That" - e é um facto incontornável que este é um disco bem mais dançável que o primeiro.

Contudo, rapidamente chega uma parte um pouco mais apagada do disco: "Eucalyptus" é um pouco desinteressante e "If I Know You" não chega a aquecer muito. "Together", aproximando-se do techno, volta a puxar o álbum para cima (mas está longe de ser um tema brilhante), "Aeons" parece mais uma intro do que um tema propriamente dito e é com o (fabulosamente minimal) tema final
, "Anywhere", que o registo aumenta a qualidade. Em jeito de balanço, é um grande trabalho. Os temas fracos não chegam para empurrar o trabalho para um patamar simplesmente "bom"...


a ouvir: Kicking and Screaming, My People, This Boy's In Love, Yippiyo-Ay, Talk Like That ou Anywhere

classificação: totalmente pa lamber



site | myspace


restante discografia:

2005 Beams


agenda da semana 14/20 de Abril

// 5ª feira, 17 de Abril //

MSTRKRFT
Lux, Lisboa

Magik Markers
Plano B, Porto


// Sábado, 19 de Abril //

DJ Kitten
Pitch, Porto

The Boys Who Sold The World
Tendinha dos Clérigos, Porto

Nuno Coelho
Plano B, Porto


// Domingo, 20 de Abril //

Danko Jones
Santiago Alquimista, Lisboa
21:00
20€

domingo, 13 de Abril de 2008

Clubbing de Abril - o rescaldo

A edição de Abril do Clubbing serviu, também, para comemorar o 3º aniversário da Casa da Música. Na sala 2 (esgotada há praticamente um mês), os concertos estiveram a cargo dos The Whip e dos The Kills, duas bandas a obter a classificação máxima neste magazine com os seus últimos trabalhos. A noite prometia, apesar da chuva que, muito possivelmente, afastou muita gente esta noite. Pelo menos estava tudo muito mais transitável...


A chegada tardia fez-se já com os The Whip (há bastantes minutos, cerca de meia hora) em palco, enquanto tocavam "Throw It In The Fire".


Com o trabalho de estreia "X Marks Destination" (aqui em posto de escuta) a servir de pano de fundo à estreia destes ingleses em palcos nacionais, foram conseguindo colocar alguns corpos a dançar - ainda que fossem claramente desconhecidos entre a maior parte do público presente. Mas não se limitaram aos seus próprios temas, optando por interpretar ao vivo a remistura que fizeram de "Anyway You Choose to Give It" dos The Black Ghosts (além de outro tema que não consegui identificar).

Despedem-se com duas das suas malhas (as outras devem ter sido servidas mais cedo e não assistimos): "Muzzle #1" e "Trash" - esta última a fazer o público reagir entusiasticamente ao "I Wanna Be Trash".

Soube incrivelmente a pouco, em especial pelos apenas cinco temas que ouvimos, mas fica a certeza que são uma banda a acompanhar de perto - e é complicado não dançar com estes senhores em palco. Outro concerto em breve, com outro destaque, é aquilo que se pede.


Aproveitando o intervalo, deslocação até ao bar para arrefecer um pouco as gargantas e preparação para os senhores que se seguiram. Com Alison Mosshart (também conhecida por "VV") a apresentar-se com um padrão de pele leopardo e Jamie Hince com uma camisa com um certo ar grunge, os The Kills subiram ao palco para apresentar o novo "Midnight Boom" (aqui em posto de escuta) - até ver, um dos melhores álbuns rock do ano.



O início é marcado pelo som de um telefone a chamar, som que também marca o início do novo trabalho, o terceiro destes senhores. Apresentam "U.R.A. Fever" - tema que mostra claramente o novo caminho que a banda segue neste álbum, apostando em ritmos mais dançáveis, ao mesmo tempo que o rock nos chega mais polido - mas, ainda assim, com um irresistível toque garage.

Segue-se uma passagem pelo primeiro álbum ("Keep On Your Mean Side"), com a bem suja "Pull A U". Voltam ao mais recente trabalho para apresentar dois dos seus pontos altos: "Sour Cherry" e "Tape Song" - uma séria candidata a substituir a "Maps" dos Yeah Yeah Yeahs como "balada"/hino rock.

Do segundo trabalho, chega, então, o tema-título: "No Wow" - e estava lançado o concerto. "Wait", do primeiro disco, é ensanduichado entre as novas "Alphabet Pony" e "Last Day of Magic". Nova passagem pelo álbum de estreia, com "Kissy Kissy", a que se segue "The Good Ones", do segundo longa-duração.

De regresso ao novo trabalho, apresentam "What New York Used To Be" e "Cheap and Cheerful", antes de recuperarem "Fried My Little Brains". A ameaça de despedida é feita em jeito de balada, com o tema que fecha o novo disco: "Goodnight Bad Morning".

De volta ao palco, apresentam um encore curto onde deixaram as guitarras ser rainhas. Despediram-se com "Love Is A Deserter" e "Dropout Boogie" (obrigado pela dica, nuno333silva).


Aqui fica o alinhamento:

U.R.A. Fever
Pull A U
Sour Cherry
Tape Song
No Wow
Alphabet Pony
Wait
Last Day of Magic
Kissy Kissy
The Good Ones
What New York Used To Be
Cheap and Cheerful
Fried My Little Brains
Goodnight Bad Morning
***
Love Is A Deserter
Dropout Boogie


Provocadores, com o palco a ser o habitat natural destes dois animais de palco, deram um bom concerto. Sobretudo quando ambos se aproximavam dos microfones (colocados a meio do palco e de frente um para o outro) - mas nunca soou a duelo, apenas a simbiose masculino/feminino - ou se faziam passear por todo o palco, provocando a audiência. E o uso de apenas um microfone, com os lábios praticamente colados um no outro, ilustrava perfeitamente o lado sensual que a música dos The Kills contém. Não foi perfeito, mas foi francamente bom!


Antes de sairmos da Casa da Música, ainda passámos pelo foyer nascente, onde os austríacos Makossa and Megablast actuavam, bem como pelo bar - onde a música estava uma verdadeira pasmaceira... Nenhuma das alternativas convenceu.


(as fotos aqui publicadas não são do evento de hoje, a dos The Kills foi do concerto dado em Madrid na passada sexta-feira e a dos The Whip é de data e evento desconhecido)

sábado, 12 de Abril de 2008

votação: o teu 2008

No início do ano, resolvemos perguntar aos nossos leitores para que serviria 2008. Dos 165 votos, aqui ficam os resultados:


concertos/festivais - 22% (36 votos)

facturar - 14% (23 votos)
emagrecer - 12% (20 votos)
tirar um curso/estudar - 12% (20 votos)
viajar - 12% (19 votos)
engordar - 8% (14 votos)

mudar de visual - 7% (11 votos)
mudar de emprego - 7% (11 votos)
iniciar um negócio - 4% (6 votos)
casar e ter filhos - 3% (5 votos)

desportos radicais - 0% (0 votos)

Lisbon Calling


Lançada a guerra Porto/Lisboa este ano, no que a concertos diz respeito, a edição de hoje do Correio da Manhã avança com mais um evento para a Capital. Orgazinado em conjunto entre a Música no Coração e a Tournée, o "Lisbon Calling" realizar-se-á no Pavilhão Atlântico, no dia 26 de Julho, e contará com "algumas das figuras mais populares nos anos 70 e 80".

Entre os nomes avançados, encontram-se os B52's (na foto) (que acabaram de lançar "Funplex" e ficaram para a história graças ao tema "Love Shack" - vejam aqui o vídeo), Meatloaf, Stranglers e Marillion - recorde-se que para as duas primeiras bandas será a estreia em palcos portugueses.

O jornal avança, ainda, que falta um nome para o cartaz final. Fiquem atentos.

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

novidades a Sudoeste


Os Chemical Brothers (na foto) e os Junior Boys são as mais recentes confirmações no cartaz do Festival Sudoeste.

Juntam-se aos já confirmados Franz Ferdinand, Björk, Vanessa da Mata, Fanfarlo, Yael Naim e Fat Freddy's Drop - além da companhia teatral La Fura del Baus.


Quanto aos Chemical Brothers, devem apresentar um espectáculo em tudo muito semelhante ao do ano passado, no Marés Vivas (leiam aqui o rescaldo).

Taken By Cars » Endings Of A New Kind


Trabalho de estreia destes meninos provenientes de um local a que dificilmente os iríamos associar: Manila (Filipinas). Fundindo o disco com o shoegaze, o punk e o electroclash, contam na formação com Sarah Marco (voz), Bryce Zialcita (guitarra), Siopao Chua (guitarra), Benny Yap (baixo) e Bryan Kong (bateria/samplers). Foi o mais recente vício que se tornou "Uh Oh" (ver vídeo) que me levou a deixar este trabalho aqui em posto de escuta. A conferir, nem que seja apenas este tema (com o álbum a pecar apenas por soar sempre igual)...


a ouvir: Uh Oh

classificação: putável


myspace


The Hives no Alive


Depois do concerto no Coliseu dos Recreios na passada quarta-feira, os The Hives avançam no seu myspace a passagem pelo festival de Oeiras - dia 10 de Julho (parece o dia de todos os concertos este ano!).

setlist da festa de aniversário

O público não compareceu à chamada (como as nossas piores expectativas previam), mas a vida é feita de percalços e, às vezes, desilusões. Obrigado a quem veio festejar o primeiro ano do palamber connosco, tentámos agradar (musicalmente) ao maior número de pessoas possível. Aqui fica a setlist (por ordem) para a posteridade. Parabéns ao palamber que hoje faz o seu primeiro aninho!


Lamb
- Trans Fatty Acid (Kruder & Dorfmeister Session Mix)
X-Press 2 - Lazy (Original Version)
Alex Gopher - The Child (New Edit)
Fatboy Slim - Wonderful Night
Justice Vs. Simian - Never Be Alone

Human League - Human
Cock Robin - The Promise You Made
Talking Heads - Road To Nowhere
Nouvelle Vague - Dancing With Myself
Duran Duran - Girls On Film
Kim Wilde - Kids In America
Yazoo - Don't Go
Sabrina - Boys
Katrina & The Waves - Walking On Sunshine
Whigfield - Saturday Night
Haddaway - What Is Love
Run DMC Vs Jason Nevins - It's Like That

The Gossip - Standing in the Way of Control
Hot Chip - Over and Over
Hercules and Love Affair - You Belong (Riton Remix)
Simian Mobile Disco - It's the Beat (Extended Version)
Boys Noize - Oh! (A Trak Remix)
The Chemical Brothers - Do It Again (Elektric Cowboy Remix)
Vitalic - My Friend Dario (Extended Version)
Cazals - To Cut a Long Story Short (Autokratz 80s Heartthrob Mix)
These New Puritans - Elvis
Ultraviolet Sound - Hot Hot Riot

The Chemical Brothers - Hey Boy Hey Girl
Basement Jaxx - Red Alert
M.I.A. - 10 Dollar
Blasted Mechanism - Karkov (Nadabrovitchka Mix)
White Rose Movement - Love Is a Number
Infadels - Jagger '67
Hot Chip - Ready for the Floor

Snap - Rythm is a Dancer
Technotronic - Pump Up The Jam
Freddie Mercury - Living On My Own
Sandy B - Make The World Go Round
Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)
Bonnie Tyler - Holding Out For A Hero

Digitalism - Pogo
Shinichi Osawa - Detonator
The Whip - Sister Siam
Cut Copy - Out There On The Ice
The Black Ghosts - Anyway You Choose to Give It (The Whip Remix)
SebastiAn - Killing in the Name of SebastiAn
The World Domination - Fxxk Machine 2007
The Presets - My People (Damage Edit)
Nine Inch Nails - The Hand That Feeds
Róisín Murphy - Sorted For E's & Wizz [Pulp Cover]
Hercules and Love Affair - Blind

The Sunshine Underground - Put You in Your Place
The Hives - Tick Tick Boom
The Rapture - House of Jealous Lovers
HorrorPops - Heading for the Disco?
We Are Wolves - Fight and Kiss
Pulp - Disco 2000

quarta-feira, 9 de Abril de 2008

The Long Blondes - Couples


Segundo trabalho destes ingleses, que contam na formação com Dorian Cox (guitarra), Reenie Delaney (baixo), Emma Chaplin (guitarra/voz), Kate Jackson (voz) e Screech Louder (bateria). Projecto iniciado em 2005, pouco tempo depois dividem um 7" ("Autonomy Boy"/"Long Blonde") com os Boyfriends (a banda). Com alguns singles editados, ganham o NME Philip Hall Radar Award em 2006 (prémio anteriormente atribuído aos Franz Ferdinand e aos Kaiser Chiefs).

Em Abril, conseguem contrato com a editora Rough Trade, saindo o trabalho de estreia para as lojas em Novembro. Ontem, chegou às lojas este "Couples". Mais dançáveis do que no primeiro disco, apresentam uma sonoridade pop alegre e descontraída. A conferir ao vivo dia 1 de Agosto, no Festival Paredes de Coura.


a ouvir: Century ou I'm Going To Hell

classificação: putável


site | myspace


restante discografia:

2006 Someone to Drive You Home


Franz Ferdinand no Sudoeste


Os Franz Ferdinand juntam-se a Björk no cartaz da edição deste ano do festival Sudoeste TMN. De acordo com a organização, os ingleses Fanfarlo e os Fura Del Baus também irão marcar presença na Zambujeira do Mar.

Quanto aos Franz Ferdinand, voltam ao Palco Principal do Sudoeste, depois de uma passagem marcante para quem lá os viu em 2004. Na bagagem, devem já vir temas novos - com o álbum na calha para data a anunciar.

Os bilhetes para o festival (que se realiza entre 7 e 10 de Agosto) já estão à venda e custam 75€ (4 dias).

terça-feira, 8 de Abril de 2008

A Magia de Rodrigo Leão

Imagem | Cultura

Embalado pelo convite de António Barreto, Rodrigo Leão tratou daquilo que tão bem sabe fazer: criar a música para a série portuguesa "Portugal - um retrato social".

Não posso mentir que adoro o trabalho dele e sou fã do seu trabalho. E mais: vou comprar este seu mais recente trabalho!
Para mim, foi a primeira vez num concerto deste grande compositor. Desde que pisei a sala Suggia, da Casa da Música, fui invadido por uma emoção tremenda, que me fez prender o olhar no palco desde o primeiro momento.

Passavam poucos minutos das 21h e toda a magnífica equipa de Rodrigo Leão entrou em palco. Entraram com um sorriso enorme no rosto. E assim pautaram todo o concerto! Sorridentes, enérgicos, mas extremamente profissionais! (que até se deram ao luxo de se enganar no início de uma das músicas... e encararam essa situação com um magnífico sorriso!)

Muito informais, dedicaram quase todo o concerto a tocar os temas da série (acompanhados pelas imagens com verdadeiro sangue português, cedidas pela RTP). E que beleza foi o concerto! A cada música que tocavam, mais o público se envolvia e ia perdendo a frieza. De música pra música, mais palmas se ouviam e mais gritos se faziam notar do fundo da sala, alastrando-se para a frente (onde eu estava).

Rodrigo Leão falou por três vezes ao público e, nessas suas palavras, notou-se a grande simplicidade do compositor, que me fez ficar ainda mais fã da sua pessoa e da sua música.

E para quem esperou por grandes êxitos do compositor, não saiu da Casa da Música defraudado! Rodrigo Leão dedicou os últimos momentos desta sua passagem pelo Porto com grandes músicas do "Cinema", acompanhado pela voz da magnífica Ana Vieira e pela contagiante Celina da Piedade (do acordeão).

Para acabar da melhor forma, toda a sala Suggia vibrou e cantou entre dentes a música que me traz tão boas recordações: pasión, na voz de Celina da Piedade.

Cut Copy - In Ghost Colours


Segundo álbum deste trio australiano, cujas influências são nomes como Air, Daft Punk, New Order, Kraftwerk ou LCD Soundsystem, mas cuja sensibilidade pop os aproximava mais das ondas de rádio do que das pistas de dança. Tratando o sintetizador por "tu", os Cut Copy começaram a sua carreira em 2001, enquanto projecto a solo do DJ e produtor Dan Whitford, que lança o single "1981" e o EP "I Thought of Numbers", antes de adicionar ao projecto Tim Hoey (baixo/guitarra) e Mitchell Scott (bateria).

Pouco tempo depois, lançam o primeiro longa-duração, "Bright Like Neon Love". Graças ao sucesso de singles como "Saturdays", "Future" ou "Going Nowhere" (esta última com uma remistura dos Digitalism que invadiu as pistas de dança), a editora resolveu lançar o álbum de forma internacional, em 2006. Em 2007, lançam os singles "Hearts on Fire" e "Ligths and Music" (podem ver o vídeo aqui), a preparar terreno para este "In Ghost Colours", chegado hoje às lojas.

Um trabalho em que mostram claramente o amadurecimento musical, apresentando um conjunto de temas bem mais complexos e cheios. Se já tinha sentido que seria um dos álbuns a marcar o ano nas pistas de dança, hoje perdem-se as dúvidas. Malhas como "Out There On The Ice", "Lights And Music", "Hearts On Fire" ou "Nobody Lost Nobody Found" nem sequer precisam de remisturas (a produção do álbum é, sem dúvida, impecável) para fazer qualquer corpo dançar numa pista de dança. Altamente recomendado - e sério candidato a "um dos melhores do ano"!


a ouvir: Out There On The Ice, Lights And Music ou Nobody Lost Nobody Found

classificação: totalmente pa lamber


site/blog | myspace


restante discografia:

2004 Bright Like Neon Love



The Magnetic Fields em Lisboa


Os The Magnetic Fields actuam a 26 de Junho na Aula Magna, em Lisboa, naquele que é mais um evento Optimus. Na bagagem trazem "Distortion" (em posto de escuta aqui).

MGMT e Tiga no Alive


Os norte-americanos MGMT (na foto) e o canadiano Tiga vêem a sua presença confirmada para o dia 10 de Julho, num dia em que as bandas recomendáveis começam a ser mais que muitas.

Os MGMT vêm apresentar "Oracular Spectacular" (aqui em posto de escuta).


10 de Julho
Rage Against the Machine
Spiritualized
Gogol Bordello
Cansei de Ser Sexy
The National
MGMT
Tiga
Sons of Albion
Peaches (DJ Set)

11 de Julho
Bob Dylan
Within Temptation
Chris Cornell
John Butler Trio

Showcase Ed Bangers:
Uffie and Feadz
DJ Mehdi
SebastiAn
Vicarious Bliss
Mr. Flash
Krazy Baldhead
Busy P)

12 de Julho
Neil Young
Ben Harper & The Innocent Criminals
Róisín Murphy
Donavon Frankenreiter
The Gossip

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Vampire Weekend - Vampire Weekend

Trabalho de estreia destes nova-iorquinos, cujo hype tem sido um dos maiores neste início de 2008. Com base no indie rock, misturam na música a alegria dos ritmos e melodias de influência africana. Ezra Koenig (voz/guitarra), Chris Baio (baixo), Rostam Batmanglij (teclas) e Chris Tomson (bateria) formaram estes Vampire Weekend no início de 2006, ao mesmo tempo que acabavam os cursos (e o nome é o título de um filme que Ezra Koenig fez no seu ano de caloiro). Os primeiros concertos foram dados em festas da faculdade, com a passa-a-palavra sobre a sua sonoridade diferente a criar o primeiro público - com a Internet a dar, também, um grande empurrão.

Gravam, então, os primeiros temas e, em 2007, fazem-se à estrada para uma vasta digressão. No Outono desse ano, assinam pela XL Records, editando por ela o EP "The Mansard Roof". Já no início deste ano, lançam este (homónimo) trabalho de estreia. Um (inegavelmente) bom trabalho que, no entanto, não é a oitava maravilha que a crítica musical apregoa ser. Mas que são uma lufada de ar fresco, são. A conferir ao vivo no próximo dia 30 de Maio, no Clubbing da Casa da Música.


a ouvir: Oxford Comma ou Walcott

classificação: pa lamber


site | myspace


The Mars Volta em Paredes de Coura


Os The Mars Volta actuam a 2 de Agosto, no mesmo dia dos belgas dEUS. Até à data, este é o cartaz confirmado pela organização:


31 de Julho
Sex Pistols
Mando Diao
The Wombats

1 de Agosto
Primal Scream
The Rakes
The Long Blondes

2 de Agosto
dEUS
The Mars Volta

3 de Agosto
Thievery Corporation

agenda da semana 7/13 de Abril

// 4ª feira, 9 de Abril //

The Hives
Coliseu de Lisboa
21:00
entre 25 e 28€


// 5ª feira, 10 de Abril //

Festa de Aniversário Pa Lamber
Passos Manuel, Porto
22:30

Woman In Panic
Fnac Alfragide, Amadora
21:30

Boys Noize
Lux, Lisboa


// 6ª feira, 11 de Abril //

Woman In Panic
Fnac CascaiShopping
21:30

DJ Kitten
Lux, Lisboa

Teaser Club
Radio Bar, Porto


// Sábado, 12 de Abril //

The Kills, The Whip, Makossa & Megablast, ...
Clubbing @ Casa da Música
Bilhetes para a Sala 2 esgotados, acesso aos restantes espaços 5€

Sofa Surfers, Maral Salmassi
Plano B, Porto

The Boys Who Sold The World
Tendinha dos Clérigos, Porto

domingo, 6 de Abril de 2008

novidades para o Clubbing


Os norte-americanos Vampire Weekend (talvez a banda com maior hype à sua volta este ano) são a mais recente novidade no cartaz do Clubbing de Maio, na Casa da Música, dia 30 (ficando prometido que o álbum marcará em breve presença no posto de escuta). Juntam-se, assim, aos já aqui anunciados Young Marble Giants, bem como a Lightspeed Champion ("Falling the Lavender Bridge" em posto de escuta aqui), These New Puritans ("Beat Pyramid" em posto de escuta aqui) e AutoKratz. Os bilhetes (15€ preço normal, 12€ com desconto - menores de 25), esses, devem voar em poucos dias, por isso sejam rápidos.

link para o evento no last.fm

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Blood Red Shoes - Box of Secrets


Álbum de estreia deste duo inglês, que se move entre o garage rock e o punk. Laura-Mary Carter (voz/guitarra) e Steven Ansell (voz/bateria) juntaram-se em 2004, depois do fim dos seus anteriores projectos (Lady Muck e Cat on Form, respetivamente), lançando o seu primeiro EP um ano depois. Temas como "Victory for the Magpie" e "Don't Always Say Yes" obtiveram grande airplay, fazendo com que o EP esgotasse em poucas semanas. Em 2006, lançam os singles "ADHD" e "Stitch Me Back", a que se segue uma digressão pelo Reino Unido com nomes como Maxïmo Park, Panic! at the Disco, Metric ou The Rumble Strips.

Este primeiro longa-duração chegou às lojas no mês passado. Se gostam daquele rock sujo, áspero e nada polido, recomenda-se.


a ouvir: I Wish I Was Someone Better ou It's Getting Boring By The Sea

classificação: putável


site | myspace


primeiras confirmações para o Anti-Pop


O quarto Anti-Pop Music Festival, em Viana do Castelo, contará com a presença de Supermayer (na foto), Tiefschwarz, Gabriel Ananda e os portugueses Full Metal Funk e Yen Sung. Realizando-se entre 31 de Julho e 2 de Agosto (coincidindo com outro festival minhoto: o Paredes de Coura), o cartaz ainda não está fechado, mas os bilhetes para os 3 dias já estão à venda no Ticketline, a 40€ (até 4 de Junho). Entre 5 de Junho e 30 de Julho custarão 50€ e no próprio dia 60€. Os bilhetes diários irão custar 25€.

E puffff, fez-se um biquíni!


A empresa sueca Bernstrand & Co criou um biquíni que vai fazer com que muitas mulheres se sintam... salvas!
Aquelas que não sabem nadar (é este o propósito do biquíni afinal), têm agora oportunidade para não ter medo das grandes ondas e das tempestades! O biquíni criado pelos suecos é insuflável e funciona como um airbag. Quando activado, insufla junto dos seios e do rabo, deixando as mulheres numa pose... "mais segura". (ver imagem esclarecedora)

Vamos ver se não vai haver quem vá usar este biquíni noutras ocasiões da vida (como sair à noite!) uuuwwww

Cartaz do SBSR Lisboa Completo


Depois do Porto, foi a vez do acto da capital ver o seu cartaz totalmente definido. Beck, Mika e Duran Duran (na foto) são as últimas novidades.


9 de Julho
Iron Maiden
Slayer
Avenged Sevenfold
Rose Tattoo
Lauren Harris
Tara Perdida

10 de Julho
Beck
Mika
Duran Duran
Mesa (com Rui Reininho)
Tiësto
Digitalism.


Os bilhetes para Lisboa (já à venda) custam 40€ (um dia) e 70€ (dois dias). O passe para os quatro dias (acto de Lisboa a Porto) custa 80€.

Editors no Porto - o rescaldo


Tendo passado por Lisboa no final do ano passado, os britânicos Editors não demoraram muito a regressar a Portugal. Depois de actuarem no Campo Pequeno (Lisboa) ontem, esta noite foi a vez do Coliseu do Porto os receber (com o mesmo alinhamento) - longe da lotação esgotada, mas bastante compostinha.


Eram 22h em ponto quando "Camera", do álbum de estreia, abriu o concerto de uma forma que o resto do espectáculo iria contrariar. Início morno para um concerto sempre a abrir. Sem meias medidas, arrancam três temas fortíssimos logo de rajada: "And End Has a Start" (tema em que o pano - que cobria a tela com a imagem deste segundo trabalho - caiu), "Blood" e "Bullets". Ao vivo, os temas tornam-se gigantes e o intenso jogo de luzes coloridas sobre a imagem ajudaram a dissipar todas as sombras que em álbum nos chegam. A voz de Tom Smith é um instrumento que enche uma sala de uma forma quase arrepiante e a forma como agarra cada um dos temas faz dele um frontman com uma prestação notável - que é nitidamente dele, vivendo a música de forma intensa e natural.

Com o público já agarrado, senta-se ao piano e faz-se ouvir "The Weight of the World", para logo de seguida a guitarra distorcida assumir o comando em "Escape The Nest". Sem tirar o pé do travão, chega "Lights" - que deu lugar a "When Anger Shows", com Smith de novo ao piano. "Banging Heads" (lado B do single "The Racing Rats") e a cover da "Lullaby", dos The Cure, serviram para respirar antes de um novo ataque.

Do primeiro álbum, chegam "All Sparks" e "Munich" - esta última, um dos pontos mais altos do concerto. "Push Your Head Towards the Air" é apresentado de forma acústica, apenas com guitarra e piano. Smith sobe ao piano para agradecer ao público e é de lá que lança o mote para "Bones" - com a ameaça de final de concerto. Já com toda a gente a dançar, chega "Fingers in the Factories" - a que nenhum corpo ficou indiferente.

Depois de uma curta saída de palco, a banda volta para o encore. "The Racing Rats" volta a encher o palco de cor, antes do antiguinho lado B "You Are Fading". "Smokers Outside the Hospital Doors" fecha o espectáculo com chave de ouro, de forma épica e intensa.


Ao vivo, estes senhores são uma surpresa. Transformam cada um dos seus temas em momentos de intensa partilha e sobem ao palco com uma maturidade musical a que é difícil não dar importância. Seguros, intensos e humildes - ingredientes que podem fazer dos Editors uma banda de culto. Entre o público adolescente (a esmagadora maioria), já o parecem ser. E entre o público, passeavam-se t-shirts de nomes como Joy Division, Pixies, R.E.M. ou Sonic Youth - o que também revela o quão transversal é o público que os ouve. Se dúvidas existissem, ficou claro que são um nome a seguir de perto.


Na primeira parte, estiveram os Mobius Band - que misturam uma sonoridade electrónica com um rock a tender para o dançável, ainda que o resultado nem sempre seja fantástico. Foram competentes e a meia hora em que actuaram até passou rapidamente, ou seja, foram uma boa banda de suporte.


Alinhamento:

Camera
An End Has A Start
Blood
Bullets
The Weight Of The World
Escape The Nest
Lights
When Anger Shows
Banging Heads
Lullaby (Cover dos The Cure)
All Sparks
Munich
Push Your Head Towards The Air
Bones
Fingers In The Factories

The Racing Rats
You Are Fading
Smokers Outside The Hospital Doors


a foto é da Blitz, do concerto de Lisboa, o fotógrafo de serviço hoje estava sem paciência

quinta-feira, 3 de Abril de 2008

HorrorPops » Kiss Kiss Kill Kill


Terceiro trabalho destes dinamarqueses, que se dedicam a um Psychobilly (uma mistura do rockabilly da década de 50 com punk) bem negro. O projecto começou num encontro em palco entre Patricia Day (voz e baixo) e Kim Nekroman (guitarra), que tocavam em bandas diferentes. Descobertos pontos em comum entre os dois e dada a vontade de experimentar algo diferente do indie-punk em que se moviam, decidiram trocar de instrumentos e iniciar este projecto - a que se juntou Niedermeier (bateria) e Caz the Clash (guitarra).

As actuações ao vivo, iniciadas em 1998, começaram a atrair público - graças à energia em palco. Em 2003, já com um grupo de seguidores considerável, Caz the Clash abandona o projecto, sendo substituído por K'aarrghh'sten. Lançam, então, os singles "Ghouls" e "Psychobitches Outta Hell". O primeiro longa-duração ("Hell Yeah") chegaria um ano depois - e "Bring it On" em 2005. Este "Kiss Kiss Kill Kill", lançado no início do ano, é a mais recente criação destes senhores. Se acham que o rock também se dança, recomenda-se.


a ouvir: Disco

classicação: putável


site | myspace


restante discografia:

2004 Hell Yeah
2005 Bring It On!


Cartaz do SBSR Porto Completo


Foi com a contratação dos Morcheeba (na foto), Brand New Heavies e Paolo Nutini que a Música no Coração encerrou o cartaz do acto portuense do Super Bock Super Rock - além do anúncio da substituição dos James, pelos Love & Rockets, entretanto confirmados no Festival Marés Vivas.

4 de Julho
ZZTop
Love & Rockets
Crowded House
David Fonseca
Xutos & Pontapés

5 de Julho
Jamiroquai
Morcheeba
Brand New Heavies
Jorge Palma
Paolo Nutini

Os bilhetes para os dois dias custam 60€ e 35€ para um dia. Resta só saber quem os irá dar com este cartaz...

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Don Turbolento - Don Turbolento


Álbum de estreia deste duo italiano, que se dedica ao electro. Composto por Dario Bertolotti (voz e bateria) e Giovanni Battagliolo (sintetizador e voz), este projecto encontra a sua base na música electrónica da década de 80, combinada com o ritmo groovy da década de 70. Este álbum é já do início do ano e já se encontrava em lista de espera para este posto de escuta há muito. Hoje chegou o dia de marcar aqui presença. Um trabalho engraçado (mas um pouco chatinho).


a ouvir: No Charlie ou Spend The Night On The Floor

classificação: putável


myspace


Muse no Rock in Rio



Ainda que a organização tenha dado o cartaz como encerrado, os Muse acederam a actuar no evento - devendo ser o único concerto da banda na Europa este ano, já que se encontram em estúdio -, graças aos muito pedidos dos fãs à organização do festival.

Fica aqui, então, o cartaz completo e horários das actuações.


30 MAIO

Lenny Kravitz (23h45)
Amy Winehouse (22h00)
Ivete Sangalo (20h30)
James Morrison (19h00)

Sam the Kid & Cool Hipnoise (19h50)
Ricardo Azevedo & Lúcia Moniz (18h15)
Philarmonic Weed & Prince Wadada (17h00)

Paul Van Dyk
DJ Axwell
Diego Miranda
Mary Zander


31 MAIO

Bon Jovi (23h45)
Alejandro Sanz (22h00)
Alanis Morissette (20h30)
Skank (19h00)

Homenagem a Rui Veloso: Expensive Soul & Sara Tavares (19h50)
João Gil & Tito Paris & Marisa Pinto (18h15)
NBC & Verónica Larrenne (17h00)

Carl Cox
Christian Smith
François K
Carlo Dall' Anese


1 JUNHO

Rod Stewart (23h45)
Joss Stone (22h00)
Tokio Hotel (20h30)
Xutos e Pontapés (19h00)

Boss AC & Vitorino (19h50)
Ala dos Namorados & Rão Kyao & Nancy Vieira (18h15)
Jazzinho & Melo D (17h00)

David Morales
Dimitri From Paris
Tony Humphries
Mário Roque
Leote

5 JUNHO

Metallica (23h45)
Machine Head (22h00)
Apocalyptica (20h30)
Moonspell (19h00)

Tim & Jorge Palma (19h50)
Wraygunn & The Faith Gospel Choir com The Legendary Tiger Man (18h15)
André Indiana & SP & Wilson (17h00)

2 Many DJ's
The Crystal Method
Miguel Quintão
Zé Pedro

6 JUNHO

Linkin Park
The Offspring
Muse
Kaiser Chiefs
Orishas

Clã & Convidados (19h50)
Buraka Som Sistema & Deise Tigrona & Bruno M (18h15)
Caim & duas bandas vencedoras dos concursos de bandas de Lisboa e Porto (17h00)

Sasha & Digweed
DJ Vibe
Tó Ricciardi
Stereo Addiction

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Tão inocentes...

Andava eu no puro naveganço pela net, entre blogs e portais, quando encontro este vídeo fantástico de desenhos eróticos que se transformam em desenhos inocentes, pela mão do desenhador... Incrível! Dêem uma olhadela! :)


(Primeiro Contacto: Cortar na Casaca)

1º aniversário


Apareçam, tragam amigos e (acima de tudo) muita vontade de se divertirem! Temos noção que ser a um dia da semana não ajuda, mas pensem que na 6ª feira à noite podem dormir mais um pouco... Esta noite, será mesmo apenas uma num ano inteiro e seria bom ter uma pista compostinha, com vontade de dançar.

Atrás da mesa, será a estreia de um novo projecto: os What Djs? Um menino e uma menina deste vosso pa lamber, com muita vontade de vos fazer dançar! Se a festa for um sucesso (zinho), abrem-se portas para muitas outras (ou então só a porta da rua se abre...).

Por isso, só têm mesmo de aparecer. Cedinho, por volta das 22h30 devemos começar a botar som. Para quem foi à primeira, já tem uma ideia do que será. A base é o rock e o electro, piscando o olho a tudo aquilo que nos apeteça. Décadas de 80 e 90 incluídas, mas sem os hitzinhos de sempre. O preconceito fica à porta, mais uma vez.

Não haverá é "parabéns a você", mas vamos ver o que se arranja. Já sabem: se não metes o nariz onde não és chamado, experimenta meter a língua!


Para quem tem last.fm: adicionem.