segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Placebo - Battle for the Sun


"Battle for the Sun" é o sexto álbum de estúdio dos Placebo e chega esta semana às lojas. Com o núcleo do projecto centrado em Brian Molko (voz, guitarra) e Stefan Olsdal (baixo), este é o primeiro disco a contar com Steve Forrest na bateria (depois da saída da Steve Hewitt). Com uma paixão vincada pela atitude do glam rock e pelas guitarras de Sonic Youth ou The Pixies, os Placebo rapidamente conquistaram uma fatia de público mais ou menos incondicional, que resistiu a um nada unânime "Meds", depois de um "Sleeping With Ghosts" com sabor acentuado a mainstream.

Molko e Olsdal frequentaram a mesma escola no Luxemburgo, mas foi em Londres que o projecto começou a ganhar forma, em 1994. "Placebo", o disco de estreia, chegaria às lojas com um sucesso não previsto e "Nancy Boy" ou "Bruise Pristine" tornar-se-iam hits. Rapidamente, chegam primeiras partes de concertos de Sex Pistols, U2 ou Weezer. Em 1997, seriam convidados para o 50º aniversário de David Bowie, fã assumido dos Placebo, e a carreira estava definitivamente lançada.

Em 1998, "Without You I'm Nothing" é impulsionado pelo single que ainda hoje é hino na carreira da banda: "Pure Morning", que trazem ao Sudoeste nesse ano - festival que os receberia por várias vezes a partir de então. "Black Market Music", o terceiro disco, começou a incorporar mudanças mais claras na sonoridade, mudanças que se tornaram constantes de trabalho para trabalho. "Special K", "Taste In Men" e "Slave to the Wage" tornam-se familiares, sempre impulsionados pela imagem andrógina de Molko.

Na Primavera de 2003, é editado "Sleeping with Ghosts", trabalho com que atingem o mainstream e se tornam familiares de uma forma generalizada. "The Bitter End" teve um papel importante na marca de 1.5 milhões de discos vendidos em todo o mundo. E com apenas três discos na carreira, lançam "Once More with Feeling", a sua colecção de singles. "Meds", em 2006, manteve nas letras a rejeição social e a auto-reflexão de que Molko tanto gosta, mas de uma forma mais calma e com a electrónica definitivamente incorporada na sonoridade. O trabalho não reuniu consenso entre os velhos seguidores e a história deverá se repetir com este "Battle for the Sun" (pelo menos com os ainda dispostos a dar o benefício da dúvida).

Se é verdade que existe a tentativa de fazer a ponte com a sonoridade dos primeiros discos (e assumiram que nada iriam inovar neste trabalho), facilmente se verifica que a tentativa não passa disso mesmo. Molko já não tem a mesma voz, por mais que a guitarra ainda lhe solte os fantasmas interiores. "Kitty Litter" ou "Ashtray Heart" (espécie de homenagem ao primeiro nome dos Placebo) são bons momentos para lá dos já singles "Battle for The Sun" e "For What It's Worth"... mas não conseguem que o disco passe a fasquia. Com David Bottrill na produção (que já trabalhou com dEUS, Tool ou Muse), o disco vai soando bem, mas falta sempre qualquer coisa.

Os Placebo actuam a 10 de Julho no palco principal do Alive, para apagar memórias da (muito infeliz) última passagem por Portugal - no Creamfields Lisboa. Fiquem com o vídeo do mais recente single, "For What It's Worth":




a ouvir: Kitty Litter, Ashtray Heart ou Devil in the Details

classificação: putável


site | myspace


restante discografia:

1996 Placebo
1998 Without You I'm Nothing
2000 Black Market Music
2003 Sleeping with Ghosts
2006 Meds

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