Sep 19, 2010

Clash Club - 18 de Setembro

No regresso pós-férias à cidade do Porto, o Clash Club tomou de assalto a sala 1 do novo Hard Club. Houratron e Cyberpunkers dividiram a noite com muito suor e temperatura elevada, sempre com o território mais maximal do electro bem vincado ao longo da madrugada.


reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira



Passou para a outra margem do Douro e perdeu o lado mítico, mas o Hard Club abriu finalmente as suas portas este fim-de-semana. Situado num edifício amplo, outrora com funções de mercado (Ferreira Borges), é o mais recente projecto cultural de larga envergadura a nascer no Porto. Várias são as áreas que o espaço reune, mas seria na sala 1 que o Clash Club se instalaria esta noite. Contudo, a lotação no limite – cerca de mil pessoas – e a falta de ar condicionado (alegamente avariado durante a noite de ontem, a primeira de funcionamento público) iriam condicionar em parte uma noite em que o público, ainda assim, se deixou levar ao rubro.



ELECTRO DOMESTIC

A abertura de noite esteve a cargo do projecto minhoto Electro Domestic, ainda que falar de warm-up seja enganoso. Os três amigos, que apenas no ano passado resolveram juntar esforços, deram o mote desde cedo para uma noite de electro mais maximal, entre temas de Fukkk Offf, The Chemical Brothers ou Late of the Pier.




HUORATRON

Com troca de horários, o primeiro convidado internacional a subir ao palco seria o nórdico que em Março havia conquistado o Teatro Sá da Bandeira. Mesmo sem material novo e com um set semelhante ao apresentado na estreia no nosso país, Aku Raski trouxe consigo as batidas cruas e maquinais com que se popularizou ao longo dos últimos meses.


Imparável ao longo de cerca de uma hora de actuação, Huoratron transformou “$$ Troopers” ou “Gbay” em explosões de energia, numa partilha entre o palco e a plateia. Já com o público arrebatado, “Corporate Occult” seria o ponto final de uma actuação recebida entre braços no ar e saltos constantes, deixando o ar quente e carregado de humidade.


CYBERPUNKERS

Face às condições da sala (a ausência de t-shirt começava a ganhar adeptos entre o público, graças à temperatura cada vez mais elevada), seria uma demonstração de coragem a actuação da dupla italiana: os Cyberpunkers não prescindiram das máscaras de borracha.

Com quatro anos de carreira e fundindo várias áreas (do design à fotografia, da moda à música), entraram em palco dispostos a prolongar e alimentar o caos saudável entretanto lançado na sala. Entre as remisturas com a sua assinatura constam nomes como Tom Deluxx, Haezer, Gooseflesh, Toxic Avenger ou Chewy Chocolate Cookies – e por aqui podemos resumir o set explosivo da dupla esta noite, no Hard Club.


Já que o isolamento acústico da sala obriga a um sistema de portas duplas, com câmaras de separação entre elas, a circulação de ar foi praticamente inexistente ao longo da noite e o avançar das horas agravou uma situação aparentemente indiferente aos Cyberpunkers. Para as largas centenas ainda presentes com o aproximar das 6h, o ambiente de festa nunca chegou a ser comprometido e os três projectos mostraram fibra neste regresso do Clash Club.


Entre as conversas no corredor e exterior do edifíco, percebe-se que o Teatro Sá da Bandeira continua a ser o sítio de eleição entre o público, mas está já agendada pela Positiva uma noite Boys Noize Records no Hard Club, nas próximas semanas. Quanto ao Clash Club, volta ao TSB a 2 de Outubro, numa edição que conta com Toxic Avenger e WaxDolls como convidados internacionais.

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