Feb 25, 2010

Dancefloor 073 // Synthmatic #36



Numa altura em que o blog anda mais parado por manifesta falta de tempo, chega a edição #36 das mixtapes semanais periódicas. O território mantém-se entre o disco, o house e a pop - e todos os derivados -, com uma duração mais próxima dos 60 minutos. O alinhamento está disponível aqui (e há muita coisa boa) e o ficheiro pode ser descarregado aqui. Desfrutem.


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Cassette Kids: Spin



Vídeo fresquinho dos australianos, "Spin" mantém os Cassette Kids no radar, depois de "Lying Around" os ter dado a conhecer aos mais distraídos. Este tema conta já com uma remistura de Russ Chimes, incluída numa nova Synthmatic a ser publicada daqui a alguns minutos. Fiquem com o vídeo, a cargo de Krozm (que já trabalhou com Cut Copy, Van She ou Midnight Juggernauts):

Feb 24, 2010

Shy Child - Liquid Love


Chega na próxima semana às lojas o quarto disco da dupla nova-iorquina Shy Child. Pete Cafarella (teclas/voz) e Nate Smiths (bateria) conheceram-se num outro projecto (El Guapo), com o actual a nascer na transição de década. Logo em 2002 chegava o álbum de estreia: "Please Consider Our Time" - e com ele a vida na estrada.

Apesar das sólidas e constantes actuações ao vivo, o projecto continuou desconhecido fora de portas e nem mesmo "One with the Sun" conseguiu alterar de uma forma significativa o sucesso da banda. Porém, em 2007 "Noise Won't Stop" marcaria um ponto de transição - com o tema-título a receber até uma nova roupagem dos nossos Buraka Som Sistema.

Em pleno auge new rave, o álbum aproveitou uma boleia que fica totalmente de lado neste "Liquid Love". Influenciado pela pop electrónica da década de 80, letras cheesy e todo um groove colorido - com temas orelhudos, como ainda não haviam gravado -, o novo disco apresenta uns Shy Child mais acessíveis.

Já com o nome familiar entre o público, o single "Disconnected" foi o melhor cartão de visita para a mudança de sonoridade dos norte-americanos. Logo na abertura, "Liquid Love" retira as dúvidas: o electropop ocupa agora o trono, com os temas a ficarem no ouvido e a exigirem audições em repeat.

E com a mudança de sonoridade, acontece o óbvio: as opiniões dividem-se e há quem sinta falta da força dos temas 'antigos'. Este novo trabalho dificilmente marcará o ano ou mudará o mundo, mas foi suficiente para mudar o universo dos Shy Child. Não se deixem enganar pela crítica especializada: "Liquid Love" é um disco consistente à espera de ser descoberto - e rico em candidatos a single.




a ouvir: Liquid Love, Take Us Apart, Criss Cross, The Beatles, ESP

classificação: pa lamber


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restante discografia:

2002 Please Consider Our Time
2004 One with the Sun
2007 Noise Won't Stop


Fiquem com o vídeo de "Disconnected":

Feb 20, 2010

Girl Disco, vol 1

Francês Anoraak estreou-se esta noite em Portugal, na primeira edição das Girl Disco, no Gare Clube.


reportagem FestivaisPT


O conceito do mais recente evento electrónico na Invicta fica bem patente logo no nome. Com base nas diferentes abordagens ao disco, do lado mais puro ao prefixo nu, juntando-lhe o funk e o house, as Girl Disco apostam numa sonoridade cada vez com maior destaque no panorama electrónico.


ANORAAK

Na primeira edição do evento, e com etiqueta Valerie - uma das casas fundamentais quando se fala deste novo sangue no disco -, a estreia de Anoraak deixava como séria hipótese a promessa da organização: "muitos braços atirados ao ar, de cabelos lançados ao vento e de cocktails entornados no chão".

Mesmo sem sol no interior do Gare, Frédéric Rivière não prescindiu dos seus óculos escuros ao longo de 2h de dj set. Sem bólide, mas ao comando da maquinaria, Anoraak fez também o convite ao público para se deixar conduzir. Com a viagem a ser mais importante do que o destino, o arranque foi suave, mas as rotações haveriam de aumentar de frequência, rumo ao ambiente festivo numa pista de dança composta mas transitável.

Entre as propostas, The Juan MacLean, Yuksek, Empire of the Sun ou Friendly Fires dividiriam destaque com a sua recente remistura de "Disconnected", dos norte-americanos Shy Child. Na recta final, a remistura de Russ Chimes para "Bitch of the Bitches" (Le Corps Mince de Françoise), a de Moullinex para "Jesus Was a B-Boy" (Ben Mono) e "Sound Reaction" (Grum) cumpriram a promessa: muitos braços levantaram-se entre o público ainda resistente às 5h30.


Com a presença de Xinobi, Uma Naper, Mister Teaser e Maria, as Girl Disco instalaram-se entre a pista e o bar, contrariando a baixa temperatura no exterior. Não há data nem convidados anunciados para a próxima edição, mas ficou feito um sério convite para que o público recupere o Verão e os óculos de sol em pleno Inverno.

Feb 19, 2010

Girl Disco Velvet Editions, vol. 1

É já daqui a poucas horas que o Gare Clube, no Porto, recebe a primeira edição das Girl Disco. Com a estreia do francês Anoraak em Portugal, o evento fica completo com as presenças de Xinobi, Uma Naper, Mister Teaser e Maria.

A entrada custa 8€ (5€ se fizerem parte da guest-list) e aqui fica toda a informação, com direito a teaser em vídeo, para que não vos falte nada:



Sexta, 19 de Fevereiro de 2010: muitos clubbers tirarão o "Day Off" e partirão para uma "Nightdrive with you" rumo ao Porto, ao Gare Club, numa esperança de experiência etérea, nesta primeira vez em Portugal de Anoraak, um dos membros mais aclamados do mais-que-um-colectivo Valerie. A acompanhá-lo, nada melhor do que Xinobi, produtor do que melhor se faz por cá, pertencente à irmã Discotexas, obreira de tantas noites mí(s)ticas pelo mundo fora.

Podem contar ainda com a experiência do mestre Mr.Teaser e do bom gosto de Maria, num evento apresentado por Uma Naper.

Espera-se uma noite de músicas bonitas, ora calmas e reconfortantes, ora merecedoras de muitos braços atirados ao ar, de cabelos lançados ao vento e de cocktails entornados no chão.



ANORAAK

Anoraak é Frédéric Rivière, famigerado produtor francês, e baterista de Pony Pony Run Run em concertos. Quem conhece Anoraak sabe que é sinónimo de Valerie, e Valerie, por sua vez, é um estado de espírito. O colectivo da côte ouest francesa, mais propriamente de Nantes, conquistou o mundo com o seu pop electrónico melódico de imagética retro-futurista.

Imaginemo-nos numa auto-estrada interminável com paisagens de cores vivas, como um qualquer genérico de TV ou videojogo dos 80's, olhando o céu electro-celestial enquanto conduzimos um sintetizador de ritmos disco-pop com reminiscências do french touch. Quando chegarmos ao nosso destino, vamos encontrar Anoraak, de óculos de sol, algures entre Miami, Califórnia ou Côte d'Azur.


XINOBI

Para quê dizer mais? Se Xinobi não é um nome desconhecido da scene internacional, o que dizer em Portugal? Membro e co-fundador do saudoso colectivo Discotexas, Bruno Cardoso é também conhecido por ter sido guitarrista da extinta banda The Vicious Five.

Recuperemos a nossa BMX encostada algures na garagem ou perguntemos à mãe pelo skate perdido por entre os arrumos da arrecadação. Se tomarmos balanço, vertiginosamente iremos subir pelos loops do french house, saltar por malhas do disco funk, sempre em velocidade moderada, mas que nos levará à exaustão. Mas desenganemo-nos pelo aparente cansaço: num ápice, seremos molhados por refrescantes batidas do mais azul oceano, da mais límpida praia de Xinobi.

Feb 16, 2010

Dancefloor 072 // Synthmatic #35



Em dia de Carnaval, as Synthmatic deixam o samba e a década de 80 de lado, em 80 minutos dedicados ao nu-disco/disco-house e derivados - para acabar em território maximal e sujo. Com um alinhamento - disponível aqui - a dar destaque a temas mais obscuros (pelo menos por enquanto), o ficheiro pode ser descarregado em mp3.

Para novos leitores a quem as mixtapes semanais periódicas ainda são desconhecidas, esta é uma boa porta de entrada. Desfrutem.


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Feb 15, 2010

Yes Giantess: The Ruins


Os norte-americanos Yes Giantess continuam a despertar atenções. Com a pop electrónica em destaque e ao lado de nomes como Passion Pit, La Roux ou Little Boots, o quarteto apresenta agora este "The Ruins":

Ellie Goulding: Starry Eyed (Russ Chimes remix)



Já aqui marcou presença recentemente no dancefloor, mas agora que a remistura de Russ Chimes para "Starry Eyed" de Ellie Goulding ganhou direito a vídeo próprio, é-lhe dado destaque. Depois de "Under the Sheets", é este o segundo single da jovem vinda do País de Gales, antes do disco de estreia "Lights" chegar às lojas, em Março. Em breve, podem existir novidades sobre ambos por cá.

Feb 14, 2010

Clash Club Fevereiro

Depois de celebrar o primeiro aniversário, o Clash Club manteve esta noite o destaque dentro da cena electrónica na Invicta. Teenage Bad Girl, Silverio e Roman Flügel entre os destaques de uma edição Carnavelesca do evento no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.


reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira


Depois da presença de Erol Alkan em Janeiro, o Clash Club entrou esta noite no segundo ano de vida dos eventos mensais, com a melhor e mais actual electrónica como pano de fundo nos cartazes dos eventos. Para esta noite, um mote resumia a noite: "let's start the rave-o-lution!". O público que não faltou à chamada no Teatro Sá da Bandeira ganhou a oportunidade de aceitar o convite, fazendo dele uma realidade.



TEENAGE BAD GIRL

Os primeiros convidados internacionais a pisar o palco corresponderiam, também, a uma estreia em Portugal. Num cruzamento entre Daft Punk, The Stooges e Aphex Twin, os Teenage Bad Girl cedo se destacariam entre o electro de origem francesa.


Com o apoio do compatriota Vitalic, que os editaria pela sua Citizen Records, Greg Kazubski e Guillaume Manbell dariam o pontapé de saída nesta edição de Fevereiro do Clash Club. Depois de entrarem na lista de preferências de nomes como Boys Noize, Justice ou Digitalism, a dupla não deixou que os muitos problemas técnicos ganhassem terreno numa actuação, ainda assim, àquem das expectativas.

Com vários problemas na construção do dj set e um lado técnico abaixo do esperado, a dupla ficou encarregue do aquecimento definitivo entre a assistência, progressivamente em maior número. Mr. Oizo, Huoratron ou os temas próprios ("Hands of a Stranger" ou "USB Dick") mantiveram o público cativado e à espera daquela que seria a surpresa da noite.


SILVERIO

Em relação ao mexicano-tudo-em-um, a organização já tinha anunciado que o único factor previsível na actuação seria a festa. Inicialmente num fato de lantejoulas, Silverio cumpriu o prometido: deixar o Teatro Sá da Bandeira do avesso, com o seu cruzamento de diferentes linguagens sonoras.


À medida que a roupa diminuía, aumentava o à-vontade entre o público que recebeu "Yepa Yepa Yepa" como grito de guerra, num ambiente a derrubar estilos e a demonstrar que os estilos musicais se querem cada vez menos estanques.


ROMAN FLÜGEL

O último convidado da noite seria o alemão Roman Flügel, dono de uma carreira com mais de 20 anos no djing/produção. Com base no techno de Detroit e actuações nos melhores festivais e clubes, Flügel apresentar-se-ia esta noite não só apenas como autor do hit "Geht's Noch?", como metade da dupla Alter Ego.


Enquanto dupla, remisturaria Kylie Minogue, The Human League, Pet Shop Boys ou Chicks on Speed, antes de lançar "Rocker", tema de grande sucesso nas pistas de dança, com a sua mistura de diferentes estilos.



A abrir a noite esteve Stuart, com Hélder Leite atrás dos pratos no encerrar da festa, enquanto nos visuais esteve o habitual AC 3Monitor.


O próximo Clash Club conta com presenças de Fischerspooner, Ali Love e Huoratron, a 13 de Março no Teatro Sá da Bandeira, com os bilhetes já à venda.

Feb 13, 2010

Jump Jump Dance Dance: Show Me the Night



A dupla californiana formada por Chris Carter e Simon Lewicki foi já aqui apresentada no ano passado, com "Do It for Love". "Show Me the Night" é o novo single dos Jump Jump Dance Dance, enquanto não chega o disco de estreia.

Glass Candy & Desire no Plano B

O Plano B recebeu esta noite e em exclusivo nacional o showcase Italians Do It Better. Com actuações de Glass Candy e Desire ao lado do dj set de Mike Simonetti, a editora estreou-se em forma em palcos nacionais.


reportagem FestivaisPT
(excepcionalmente, não há cobertura fotográfica)


Ganhando vida em 2006, enquanto blog, a marca Italians Do It Better rapidamente conseguiu destaque e reconhecimento. Enquanto editora, nasceu em 2007, piscando o olho ao disco noir e italo disco. Johnny Jewel é o elemento comum aos projectos-chave da editora que hoje passaram pela Invicta e, com Mike Simonetti, fundou a editora que se estreou em Portugal esta noite.

A par dos Chromatics, hoje ausentes, os Glass Candy são o principal cartão de visita da Italians Do It Better, que reune ainda Farah, Bottin, Mirage ou Professor Genius. Numa altura em que a indústria discográfica se mostra desgastada, é de louvar a criação de uma identidade vincada e facilmente reconhecível enquanto o negócio da música se encontra em declínio.


DESIRE

A abertura da noite coube aos Desire, quando passavam poucos minutos das 0h30. Com o disco de estreia "II", editado no ano passado, o projecto que reune Johnny, Nat Walker e a voz da canadiana Megan Louise conseguiu despertar atenções, com uma sonoridade mais vincada no disco noir e num ambiente de forte carga sensual.

Numa actuação com cerca de 30 minutos, o projecto aproveitou para se dar a conhecer entre o muito público já presente na Sala Palco. Ainda que o destaque da noite pertencesse aos Glass Candy, os refrões debaixo da língua de parte da assistência facilmente revelariam que os Desire ocupam já um lugar no pódio da editora.

Ritmicamente mais contidos, trataram de instalar o ambiente de revivalismo a piscar o olho ao futuro, imagem de marca da Italians Do It Better. Desde a sensualidade do arranque com "Oxygene" ao apelo dançável de "If I Can't Hold", os Desire assinaram um concerto sólido e despertaram atenções.


Alinhamento:

Oxygene
Mirroir Mirroir
Don't Call
Dans Mes Rêves
If I Can't Hold
Under Your Spell


GLASS CANDY

Com Johnny Jewel sempre em palco durante uma pequena pausa entre actuações, "Stars & Houses" e a voz de Ida No apanharam o público na zona dos bares de surpresa. Numa Sala Palco rapidamente compacta, o público procurou assistir de perto ao concerto principal da noite.

Com mais de 15 anos de carreira, os Glass Candy evoluiram de uma sonoridade de fusão entre o noise rock e a pop electrónica. Já com etiqueta Italians Do It Better, é ao terceiro disco ("B/E/A/T/B/O/X") que chega o reconhecimento de público e crítica especializada.

O destaque desta noite, contudo, recaiu em "Deep Gems", compilação de temas dos Glass Candy que abre caminho para um novo álbum, a ser editado em breve. Se os Desire apelam ao lado mais sombrio do disco, com os Glass Candy o espectro alarga-se e os estilos ganham elasticidade.

Com novas roupagens, os temas trataram de quebrar fronteiras entre o disco e o defunto electroclash. "Animal Imagination" ganhou contornos de festa e o público não hesitou em devolver a energia logo ao segundo tema. Perante o ritmo insinuante de "The Beat's Alive" a sala transformou-se definitivamente em pista de dança, sob o apelo sensual de Ida No.

"Miss Broadway" e "Geto Boys" trataram de provocar reacções ainda mais visíveis e efusivas, entre um público a certas alturas ao rubro. A invasão de palco - com direito a fotos e beijinhos com Ida No - apareceu, assim, naturalmente no ponto final de uma actuação que pecou apenas pela curta duração.


MIKE SIMONETTI

Nos pratos e ao lado dos portugueses Rui Maia e Mr Mitsuhirato, esteve o outro co-fundador da Italians do It Better. Com raíz no punk hardcore, Mike iniciou a sua carreira enquanto promotor no final da década de 80. Rapidamente surge também o fascinío pelo djing, enquanto lança a sua Troubleman Unlimited Records - com nomes como Black Dice, Wolf Eyes, The Walkmen ou Devendra Banhart no catálogo.

Principal impulsionador da editora, foi com algumas festas lendárias, em que bandas como The Fall, The Gossip ou Yeah Yeah Yeahs marcavam presença, que o pós-punk e a recuperação do disco abriram caminho à ideia de fundar a Italians Do It Better.


Os Glass Candy voltam ao nosso país a 22 de Maio, para uma actuação no Lux, em Lisboa. Os bilhetes, já à venda, custam 22€.

Feb 8, 2010

Yeasayer - Odd Blood


Chega esta semana às lojas o novo trabalho do trio vindo de Brooklyn, berço de uma série de projectos com uma sonoridade mais experimental dentro do que se convencionou chamar 'indie'. Com muito psicadelismo à mistura, os Yeasayer assumem que este novo disco surgiu com a ajuda de ácidos em plena Nova Zelândia. E, assim, os anos 60 parecem menos distantes.

Misturando folk, indie rock, electrónica, soul, r&b, world music ou gospel, o trio formado por Chris Keating (que deu voz a "Audacity of Huge", tema dos Simian Mobile Disco considerado aqui o melhor de 2009), Anand Wilder e Ira Wolf Tuton começou a despertar atenções de público e crítica em 2007, com o disco de estreia "All Hour Cymbals". Com a intensa digressão do ano seguinte, consolidaram o burburinho inicial - que o single de apresentação deste álbum, "Ambling Alp", tratou de recuperar no final de 2009.

Ainda que tenha levado a intensas comparações com "Merriweather Post Pavilion", último longa-duração dos Animal Collective, "Odd Blood" diferencia-se pela aproximação ao formato pop - facto que deixa sempre a comunidade-fundamentalista-indie com rubor na face, enquanto recorda o quão bons eram quando ouvidos apenas pelo minoria iluminada. Posto isto, os Yeasayer fazem de "Odd Blood" um bom cartão de apresentação para quem ainda não se tinha cruzado com o projecto - ainda que a primeira parte apresente uma solidez que se perde um pouco na segunda.

Os Yeasayer ainda não têm data marcada para palcos nacionais, mas estão em digressão pela Europa nas próximas semanas - com um álbum que promete ficar bem posicionado nas listas de final de ano. Bem vistas as coisas, tem pouco de estranho este novo sangue.



a ouvir: Ambling Alp, Madder Red, O.N.E., Love Me Girl

classificação: totalmente pa lamber


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restante discografia:

2007 All Hour Cymbals


Fiquem com "O.N.E." interpretado ao vivo, enquanto não chega o vídeo deste novo single:

Feb 5, 2010

Passos de Aerobica XV


Já sabem: não faltem, hoje à noite no Passos Manuel!

CLUB 447 DJs

O nosso ginásio continua insaciável no que toca à preocupação pela forma física da sua Team. Depois de noites suadas ao som de profes da casa, decidimos convidar os stôres que animam o ginásio do lado, de modo a dotarmos de técnicas novas os nossos ginastas. Isto são os 90's na sua máxima força, juntando as melhores festas do burgo num só evento, no mínimo, musculado!

Somamos 4+4+7 e temos XV. A Passos de Aerobica XV convida o freimático Fulano 47 e a DJ Sininho, os organizadores e DJs do Club 447, a festa do Gare Club que tenta recriar as noites míticas do Cais 447, clube mítico dos 90's. Ele, conhecido ginasta pertencente ao colectivo FREIMA e ela, também professional trainer do Bazaar e membro do projecto Black Dolls, são os convidados de honra para celebrarmos os 90's com muito exercício!

Dancefloor 071 // Synthmatic #34



Nova edição das mixtapes +/- semanais, de volta aos cerca de 80 minutos e numa vertente mais downtempo (que é como quem diz "mais calminha"). Com toques de house, disco, synth pop, electro e derivados, há um equilíbrio entre novidades e recordações.

O alinhamento desta edição #34 está disponível aqui e o ficheiro em mp3 aqui, desfrutem. Pessoalmente, foi das mixtapes que maior prazer me deu gravar.


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Curry & Coco: Who's Next?



Vêm de França, são uma dupla e apresentam uma electrónica bem disposta. Enquanto não chega às lojas o longa-duração "We Are Beauty" (com data de lançamento apontada para 12 de Abril), fiquem com "Who's Next?", tema dos Curry & Coco retirado do mais recente EP, "Sex is Fashion":

Feb 3, 2010

PNAU no Clash Club de Junho



Em primeira mão:

PNAU


Em absoluta estreia em palcos nacionais, o projecto australiano é o primeiro nome confirmado para o Clash Club de Junho. O Teatro Sá da Bandeira recebe nos dias 11 e 12 uma edição especial, onde o formato live terá destaque ao longo de duas noites.

Com o primeiro álbum editado há uma década, Nick Littlemore e Peter Mayes foram pioneiros na música de dança vinda da Austrália, ainda antes do país exportar nomes como Cut Copy, The Presets ou Grafton Primary.

Já com três álbuns entre a discografia, foi com o projecto paralelo Empire of the Sun que Nick Littlemore alcançou as tabelas de venda, depois de também lançar a carreira de Ladyhawke - que deu voz ao tema "Embrace", extraído do disco de 2007.

Voltando a concentrar atenções no projecto principal, os australianos prometem instalar a festa no Teatro Sá da Bandeira - num concerto inédito e há muito esperado pelo público português.

Feb 1, 2010

Hot Chip - One Life Stand


Dois anos depois de "Made in the Dark", os londrinos Hot Chip voltam a escolher o início de Fevereiro como data de lançamento do seu novo disco. Com este "One Life Stand", unem definitivamente as pontas da sonoridade pop e sofisticada que desenvolveram: da melodia/melancolia de temas downtempo aos que fazem das pistas de dança habitat natural.

Mais coerente na abordagem e a ressuscitar o "formato álbum" enquanto conjunto de temas que fazem sentido como um todo, "One Life Stand" mantém o quinteto como um dos projectos a retirar mais alma da maquinaria. Sempre com o contraste entre as vozes de Alex Taylor e Joe Goddard, os Hot Chip fizeram das suas canções o melhor cartão de visita. E para este disco, a expectativa era muita.

Anunciado como mais calmo do que o anterior e sem temas tão directos como "Over and Over" ou "Ready for the Floor", as influências amadurecem e dão frutos. Com o lado dançável - "Thieves in the Night", "Hand Me Down Your Love", "I Feel Better", "We Have Love" - a contrastar com a beleza de "Slush", "Alley Cats" ou "Keep Quiet", "One Life Stand" apresenta a consistência em falta na discografia dos Hot Chip.

Graças ao próprio alinhamento dos temas, há um encaixe entre os opostos (downtempo/dançável) e o álbum torna-se tão fluído como viciante - e de uma forma natural e imediata. "One Life Stand" é, desde já, um dos mais sérios candidatos a disco do ano. Difícil é tirá-lo do repeat.

Em falta continua uma data em palcos nacionais, já largos anos depois do showcase da DFA Records que os levaria ao Sudoeste.



a ouvir: Thieves in the Night, I Feel Better, Slush, We Have Love

classificação: totalmente pa lamber


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restante discografia:

2004 Coming on Strong
2006 The Warning
2008 Made in the Dark


Recordem o vídeo do single, "One Life Stand":

Lo-Fi-Fnk: Marchin' In



Com um disco editado ("Boylife", de 2006) e uma mão cheia de singles (como "Want U", pela Kitsuné), Leonard Drougge e August Hellsing formaram os Lo-Fi-Fnk em 2001. O nome do projecto sueco revela a ideia: juntar o lo-fi e o funk à música de dança, estilo que na altura lhes soava demasiado maquinal.

Hoje, apresentaram vídeo e tema novo: "Marchin' In".