Jun 29, 2010

Ali Love: Smoke & Mirrors (VillA remix)



Com o álbum de estreia cada vez mais perto da data de lançamento (2 de Agosto), Ali Love volta a ganhar destaque por aqui. Desta vez, o pretexto chega sob forma de remistura ainda fresquinha, assinada pelos belgas VillA.

Depois de ter trabalhado de perto com ambos os projectos (o londrino passou pela edição de Março do Clash Club, enquanto os belgas partilharam a cabine do Villa Community com Alex Gopher em Abril), é com especial agrado que vos apresento esta nova roupagem de "Smoke & Mirrors".

Em jeito de recordação, fiquem ainda com o vídeo de "Diminishing Returns":

Totally Enormous Extinct Dinosaurs: Garden



Parte do colectivo Greco-Roman Soundsystem, é com o novo EP "All In Two Sixty Dancehalls" que Totally Enormous Extinct Dinosaurs promete ver o seu nome mais conhecido junto do público. O tema, que aqui fica em vídeo, contou com a colaboração de Lulu and the Lampshades.



A partir de agora, podem seguir o blog através da página no Facebook. Além de todo o conteúdo aqui publicado, podem contar com updates mais frequentes. Sintam-se à vontade para clicar no "like".

Jun 21, 2010

Gypsy & The Cat: Time to Wander



Também de Melbourne vêm os Gypsy & The Cat, que hoje editam o single "Time to Wander" - tema que conta com uma remistura presente na mais recente compilação da Kitsuné. Esta jovem dupla encontra-se em Londres a trabalhar no disco de estreia com produtores que colaboraram já com Muse, Glasvegas, Franz Ferdinand ou Mew. Fiquem com o vídeo:

Cullen: Easily Impressed



Vem de Melbourne (Austrália) e o single de estreia "Easily Impressed" apresentou-o ao mundo ao longo das últimas semanas. Cullen revela entre as influências nomes como Phoenix, The Postal Service, David Bowie ou Daft Punk. Com remisturas já conhecidas de Redial, Calling in Sick e os conterrâneos Fromage Disco, chega agora o vídeo a cargo de Andrew Smith e Jonathon Lim:

Air no Coliseu do Porto

Os Air trouxeram esta noite ao Porto o mais recente "Love 2". Num Coliseu com muito público, as canções dos franceses foram a banda sonora de um domingo à noite ameno.


reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira


Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel deram-se a conhecer ao mundo com "Moon Safari" em 1998, álbum a merecer destaque entre a música electrónica e considerado por muitos uma obra-prima. Com uma sonoridade downtempo a juntar influências das décadas de 60 e 70, new wave, jazz e um imaginário cinematográfico, os Air ganharam de uma forma rápida reconhecimento junto do público e crítica especializada.



O nome por extenso do projecto (Amour, Imagination, Rêve) facilmente consegue identificar o território das canções destes franceses, entre paisagens melancólicas. No nosso país, com as múltiplas actuações, recrutaram já um público fiel, que hoje deixou a plateia do Coliseu do Porto perto da lotação máxima.

A dupla conheceu-se num outro projecto: os Orange, de que também Alex Gopher e Etienne de Crécy faziam parte. Depois de remisturas para nomes como Depeche Mode ou Neneh Cherry, os Air lançam "Moon Safari" e temas como "Kelly Watch the Stars" ou "Sexy Boy" tornar-se-iam há doze anos hits sólidos na TV e rádio.

Com uma mão cheia de discos de originais e uma banda sonora ("Virgens Suicidas", de Sofia Coppola) entre o repertório, "Love 2" foi o pretexto para o concerto desta noite, após a actuação no Coliseu dos Recreios no início deste ano. Destacando o mais recente trabalho, totalmente produzido pela dupla, os Air percorreram a discografia ao longo de 90 minutos.



No arranque, e com o alinhamento do mais recente disco praticamente mantido, "Do the Joy", "So Light is Her Footfall" e "Love" foram bem recebidos por um público desde cedo entusiasmado com a presença da dupla em palco. Vestidos de branco, em contraste com o negro do baterista, prolongavam a área de projecção: uma tela de dimensões generosas no fundo de palco. Com uma componente cénica discreta (até mesmo nos visuais projectados), foi na música que as atenções se detiveram.

Entre as recordações, "Remember" e "Venus" foram acolhidos calorosamente entre uma plateia a manifestar-se de uma forma mais sonora nos temas do passado. Assim, "Don't Be Light", "Cherry Blossom Girl", "How Does it Make You Feel" ou "Alpha Beta Gaga" foram servidos num crescendo que culminou com "Kelly Watch the Stars", acompanhada por palmas de um Coliseu rendido e a destacar-se como melhor momento da noite.

Já em encore, "Moon Safari" confirmou - uma vez mais - ser a melhor colecção de canções dos franceses: "Sexy Boy" e "La Femme D'Argent" deixaram um Coliseu hipnotizado. O facto de temas como "All I Need", "Radio #1" ou "Playground Love" terem ficado de fora do alinhamento não impediram a ovação no final do concerto, com um público visivelmente satisfeito.


Os Air voltam ao nosso país a 8 de Agosto, para actuar no palco principal do Festival do Sudoeste.

Jun 16, 2010

Hey Champ: Neverest



Depois de "Cold Dust Girl", eis o novo single dos norte-americanos Hey Champ. Após partilhar palcos com Justice, Datarock ou The Bloody Beetroots, o trio prepara-se para editar o disco de estreia: "Stars", com data de lançamento apontada para 13 de Julho.

No site oficial podem já fazer a encomenda do disco em formato digital (por apenas 4.99$) ou descarregar este "Neverest", acompanhado de "Cold Dust Girl", gratuitamente. O vídeo esteve a cargo de Matthew Lessner, que já trabalhou com Local Natives, Dirty Projectors ou The Raveonettes.

Jun 12, 2010

Clash Club live

O Teatro Sá da Bandeira recebeu esta noite a edição especial do Clash Club, dedicada ao formato live. Com a fraca procura de bilhetes a obrigar ao cancelamento do segundo dia, foi com uma plateia a meio gás que neste primeiro e único dia se fez a festa.


reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira


Com ano e meio de existência, o Clash Club ganhou uma posição destacada no panorama electrónico nacional e as festas fidelizaram ao longo destes meses um público vindo essencialmente do território mais maximal do electro. Com a inclusão de concertos de uma forma progressiva nas últimas edições e após a chegada do evento à cidade de Lisboa, a premissa deste fim-de-semana era conciliar no mesmo cartaz as mais diferentes abordagens à música electrónica.


MOULLINEX

A primeira actuação da noite ficou a cargo de Moullinex, na estreia do projecto em formato live em Portugal. Luís Clara Gomes é um dos nomes mais destacados na electrónica com origem portuguesa a um nível global, vivendo actualmente em Munique. As remisturas de sabor retro foram o melhor cartão de visita, editadas por casas tão ilustres como a Modular, Kitsuné ou Gomma.

Para o concerto desta noite, Luís fez-se acompanhar da formação dos Moullinex enquanto banda: Bruno Cardoso (Xinobi) na guitarra, Luís Calçada no baixo e Hermann Bauerecker nas congas. Os ingredientes, esses, são os mesmos a que nos habituou ao longo dos últimos anos: disco, funk, new wave e house.


Com um alinhamento essencialmente composto por temas instrumentais, seria com o mais recente single "Superman" que o quarteto haveria de conquistar a parte do público que compareceu mais cedo do que o habitual. Tal como Fatboy Slim, também Luís Clara Gomes recorreu ao sample de Babatunde Olatunji, em "Jin Go Lo Ba", mostrando que passado e presente não são compartimentos estanques nas pistas de dança.


SHY CHILD

Vindos do outro lado do Atlântico e em estreia em palcos nacionais, os Shy Child trouxeram de Nova Iorque o recente "Liquid Love". E foi exactamente com o tema-título deste quarto disco que Pete Cafarella e Nate Smiths arrancaram o concerto.



Afastando-se da sonoridade mais groovy gravada em estúdio, os temas sofreram mutações em palco que os tornaram praticamente irreconhecíveis. Sem medo de gastar trunfos numa fase inicial, apresentam "Disconnected" numa sala progressivamente rendida à jovem dupla.

Revisitando o passado recente, "Summer", "Astronaut" e "Drop the Phone" - todos eles parte de "Noise Won't Stop", disco de 2007 - dividiram atenções com o novo álbum que serviu de pretexto ao concerto desta noite. Para o final de uma actuação com cerca de 50 minutos, ficaria uma festiva "Criss Cross" e um público aparentemente satisfeito.


alinhamento:

Liquid Love
Disconnected
Summer
Take Us Apart
Open Up the Sky
Astronaut
The Beatles
Drop the Phone
Criss Cross


KAP BAMBINO

Dúvidas existissem sobre o maior destaque da noite para o público e elas rapidamente iriam desaparecer com a entrada dos franceses Kap Bambino em palco. Orion Bouvier e Caroline Martial são já donos de uma reputação incendiária, conquistada ao longo das várias actuações em Portugal.

Meio ano após a transformação da Casa da Música em motim electroclash, o público compactou-se na metade mais próxima de um palco na penumbra para receber em euforia desde o primeiro minuto os autores de "Blacklist".



Debaixo de uma t-shirt de "Unknown Pleasures" dos Joy Division, Caroline comprova que os Kap Bambino são um dos projectos que mais se esforça em palco. Percorrendo-o de ponta a outra e apelando ao movimento efusivo entre o público à sua frente, as inevitáveis e constantes invasões de palco por parte do público geraram a tensão em que a sonoridade do projecto tão bem vive.

Como banda sonora de um sem fim de stage divings e crowd surfings, "Dead Lazers" e "New Breath" poderiam servir de resumo perfeito a uma actuação suada, de parte a parte, e saudavelmente caótica.


DANGER

O francês Franck Rivoire seria o último convidado internacional a subir ao palco. Debaixo da sua máscara e imagem de marca, Danger trouxe o seu mais recente EP "09/17 2007" ao Porto, na sua segunda passagem pelo país.


Num live act musculado, Danger seria responsável por uma actuação sólida e cativante. A sonoridade reflecte de forma directa a sua paixão pelos vídeojogos e pela década de 80, presente de forma constante nos visuais.

Até Caroline Martial aproveitou o live act do conterrâneo para se misturar entre um público já rendido ao universo de Danger. "4h30", apresentada sensivelmente à hora que dá título ao tema, e a sua remistura para "Divine" (Sébastien Tellier) mostraram-se, até, dois dos melhores momentos desta edição de Clash Club.


No início e final de noite esteve Mr. Mitsuhirato.

Jun 10, 2010

12 Horas no Coração da Baixa


Depois de uma edição experimental há um ano atrás, as 12 Horas no Coração da Baixa do Porto estão de volta ao espaço que agora funciona de forma regular: Villa Community. O evento destina-se a promover artistas da cidade em 12 vertentes distintas (música, dança, teatro, cinema, design, joalharia, poesia, multimédia, ...) ao longo de 12 horas (das 18h às 6h).

Todas as informações estão disponíveis no site oficial, fica aqui a informação facilitada em relação ao meu horário, enquanto What DJ?: 23h - 00h 22h - 23h, no Lobby (junto à entrada). Apareçam mais cedo, às 21h há Mister Teaser na Main Room e nestas noites as surpresas podem ser várias.

Fica feito o convite a não perderem um evento de impacto singular na cidade. A entrada custará 12€ (pulseiras à venda através de todos os artistas, RPs e na porta, no dia).

setlist: Mister Teaser & What DJ? em Aveiro



Aqui ficam as escolhas da noite passada, num set partilhado com Mister Teaser no Clandestino, em Aveiro:

01 | Ali Love - Love Harder
02 | Shy Child - Liquid Love
03 | Hot Chip - We Have Love
04 | Friendly Fires - Skeleton Boy (Paul Epworth version)
05 | Fenech-Soler - Stop and Stare
06 | Delphic - Doubt
07 | Kids of 88 - Just a Little Bit
08 | LCD Soundsystem - Drunk Girls (Holy Ghost! remix)
09 | Marina and the Diamonds - Hollywood (Fenech-Soler remix)
10 | Minitel Rose - Snake Girl (Instrumental)
11 | Music Go Music - Warm in the Shadows (VillA remix)
12 | Oh Shit! & Night Drugs - Everybody Needs (Fabian remix)
13 | Paul - Take Me to the Limit
14 | Rockets – The Kid with the Goofy Skateboard
15 | Shy Child - Disconnected (Anoraak remix)
16 | Flight Facilities - Crave You ft. Giselle (The C90s remix)
17 | Moullinex - Superman (Munk & Rhodion remix)
18 | Michael Jackson - Say Say Say (Moonchild bootleg)
19 | Duck Sauce - Barbara Streisand (O-God remix)
20 | The Requesters - Breakin' Up
21 | Telonius - Disco-Tec (Moullinex Remix)
22 | Yeah Yeah Yeahs - Heads Will Roll (A-Trak remix)
23 | Ali Love - Diminishing Returns (Azari & III remix)
24 | Fischerspooner - Supply & Demand (AutoErotique remix)
25 | Franz Ferdinand - Live Alone (Delorean remix)
26 | Friendly Fires - On Board (Joakim remix)
27 | G.L.O.V.E.S. - P.Y.X. (Golden Bug remix)
28 | Futurecop! – Karate (Flashworx remix)
29 | Scott Hardkiss - You're the Star (Kris Menace remix)
30 | Miami Horror - Sometimes
31 | Grafton Primary - I Can Cook
32 | autoKratz- Always More
33 | The Whip - Trash
34 | Digitalism - Anything New
35 | Monarchy - The Phoenix Alive
36 | Holy Ghost! - I Know, I Hear
37 | Cassius - 1999
38 | Carte Blanche - Do! Do! Do! (ft. Kid Sister)
39 | David Bowie - Rebel Rebel (Soulwax club edit)
40 | Gramophonedzie - Why Don't You
41 | Human Life - To Forever
42 | Kavinsky – Nightcall (Studio Brussels remix)
43 | Robyn - Dancing on My Own (Fred Falke remix)
44 | Matt Van Schie - Saturday Night (GLOVES remix)
45 | The Police - Roxanne (DiscoTech remix)
46 | Lindstrom & Solale - Baby I Can't Stop (Aeroplane remix)
47 | Nightcrawlers - Push The Feeling On (Silver Disco remix)
48 | Yolanda Be Cool & DCUP - We Speak No Americano (Adam & Eve remix)
49 | Zort - Mambo Poa Martino (Ben Mono remix)
50 | Pink Floyd - Another Brick in the Wall (DJ Agent 86 remix)

Jun 8, 2010

Midnight Juggernauts: Vital Signs



A presença dos australianos no Porto é já conhecida há vários dias, agora chega a notícia de que também Lisboa recebe os Midnight Juggernauts no arranque da nova digressão. Assim, a 1 de Julho actuam no Lux, sendo que no dia seguinte são destaque em mais uma edição de Clash Club, no Teatro Sá da Bandeira.

Na bagagem vem o segundo e fresquinho disco "The Crystal Axis", com este "Vital Signs" a servir de single de apresentação ao sucessor de "Dystopia":

Jun 7, 2010

Mister Teaser & What DJ? em Aveiro


Esta 4ª feira, dia 9 de Junho e véspera de feriado, estarei enquanto WHAT DJ? com o MISTER TEASER no Clandestino (Aveiro), para uma noite de boa música num registo a que os leitores deste blog estão habituados.

Adianto já que no próximo Sábado, 12 de Junho, estarei no Villa Community (Porto), no 12h no Coração da Baixa. Mas a esse evento ainda volto a dar destaque nos próximos dias, para já fica o convite feito a aparecerem no Clandestino.


> evento no facebook

Jun 4, 2010

Miami Horror: Moon Theory



Já circula há umas semanas pela web, hoje chegou o vídeo de "Moon Theory". Este single fará parte de "Illumination", o álbum de estreia do projecto australiano Miami Horror com lançamento previsto para o mês de Agosto. Baby Monster [ouvir], Sam la More [ouvir] e Punks Jump Up [ouvir] assinaram já remisturas para o tema, que agora aqui fica na versão original:

Dids // Spring Time mixtape



Depois de uma pausa alargada, a secção dancefloor está de volta e esta edição conta com um convidado: Dids.

Nascido no final de 70, Dids cedo sofreu as influências da música da década subsequente. O seu tardio despertar para o djing, não obstante o bichinho da cabine que sempre o roera, deu-se agarrando a oportunidade de tocar com Moullinex. Aproveitando a oportunidade, Dids agarrou a estreia e seguiu em frente, consolidando a sua identidade musical dreamy, pungente de vida e cor.
Nos seus sets sentimos algo de familiar, desde o disco mais funk de Xinobi, ao nu disco de Moullinex, e circulando pelas sonoridades características da new wave de Russ Chimes ou Anoraak. Com reminiscências nos 80’s, Dids transporta-nos de volta a tempos em que a música era repleta de iates, óculos escuros, fatos de seda brancos, e calor.

Fiquem com a recomendada mixtape "Spring Time":



01. Cinnamon Chasers - I like watching you (Diamond Cut remix)
02. Night Drugs Oh Shit - Everybody Needs (Fabian Remix)
03. Justin Faust - Holdin'on (Nightriders remix)
04. Beni - Fringe Element (Original Mix)
05. Menace, Adam - Missile Test (Fred Falke Remix)
06. Munk feat Asia Argento - No Milk (Mercury Remix)
07. In Flagranti - Ex Ex Ex (Golden Bug Mix)
08. Yolanda Be Cool, Ccup - We no Speak Americano (original mix)
09. Futurecop! - Ain't that fresh
10. Cazals - Somebody, Somewhere (Lifelike Dub)
11. The Vanish - Hold on (Russ Chimes remix)
12. Louis La Roche - Prick Stick (Moonchild remix)
13. Duck Sauce - Grand Steppin (Original mix)
14. Ellie Goulding - Starry Eyes (russ Chimes remix)
15. Lee Mortimer & Foamo - Superman (Streetlife DJs Rmx)
16. Surkin - Radio Fireworks
17. Classixx feat Jeppe - I´ll get You
18. Louis La Roche - Malfunction (Original mix)
19. Swick - Grow Up (Cassian Remix)
20. Freshlovers - Reverse (Roboy Remix)
21. Xinobi - Day Off (Original mix)
22. Rockets - Running To You (Original mix)
23. Cassian - Final Round (original mix)
24. Flashworx - Il Etait Une Fois
25. Anoraak - Nightdrive With You
26. Phill Collins - 76 Sussudio (Club 84 Phil Collins cover)

Jun 3, 2010

Health na Casa da Música

Depois da primeira passagem pelo Porto em 2008, numa sala de dimensões bem menos generosas (Maus Hábitos), os californianos HEALTH subiram esta noite à sala de concertos mais emblemática da Invicta: a Casa da Música. Com uma plateia bem composta e dois álbuns na bagagem, seria o mais recente disco "Get Color" a servir de pretexto às duas datas em Portugal, após a actuação de ontem no Santiago Alquimista, em Lisboa.


reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira


Com base no noise rock, mas juntado-lhes ingredientes da música electrónica, o projecto vindo de Los Angeles partilhou o início de carreira com nomes como No Age ou Abe Vigoda, todos eles ganhando destaque na sala The Smell. O disco homónimo de 2007 trouxe o hype e o render da crítica especializada, com o esbater de fronteiras entre géneros a ser encarado como o futuro do lado mais alternativo do rock. A música dos HEALTH situa-se algures entre a distorção e os pedaços de caos resultantes de um rock tribal, sempre com texturas electrónicas a pender para um lado dançável nunca explícito.


Ao longo de uma hora de concerto, praticamente sem pausas e com a comunicação com o público a resumir-se ao essencial, os norte-americanos mostraram ao que vinham. Com os décibeis na Sala 2 perto do vermelho, o alinhamento dividiu-se entre temas do primeiro disco e o mais recente "Get Color", com a catarse de "We Are Water" ou a cadência hipnótica e maquinal de "Death+" a convidar ao compulsivo, mas suave, headbanging entre a plateia.


Já na recta final e um pouco antes do curto encore, o single "Die Slow" resumia na perfeição o universo dos HEALTH e provaria ser um dos temas mais esperados da noite entre a plateia. O apelo não é tanto ao movimento efusivo, muitas vezes presente em palco, mas há algo na música dos californianos que leva ao movimento imperativo de pescoço e cabeça, seja a acompanhar uma bateria bem vincada, a percussão tribal ou as batidas electrónicas.

Ao acender definitivo das luzes, ficava a afirmação entre o público: "isto foi bom".



Na primeira parte estiveram os Paus, projecto formado por elementos dos If Lucy Fell, Vicious Five, Riding Panico e Linda Martini. Limitando os vocais a aparições reduzidas, a música dos Paus é essencialmente instrumental: entre a bateria siamesa - centro inevitável do projecto - um baixo e teclados. Na bagagem traziam "É uma Água", o recente EP de estreia, com "Mudo e Surdo" a servir de single e momento mais alto da actuação.

Jun 2, 2010

Miike Snow: Rabbit



Os suecos Miike Snow continuam a apresentar temas destinados ao airplay. "Rabbit" é o mais recente single a ganhar destaque, com o vídeo realizado por Andreas Nilsson - o mesmo de "This Must Be It" (Röyksopp) ou "Silent Shout" (The Knife). A 10 de Julho o projecto estreia-se em palcos nacionais, com uma actuação inserida no Alive!10.

Jump Jump Dance Dance: Modern Eyes



São uma séria aposta por cá desde "Do It for Love", mas foi com "Show Me the Night" que o projecto se começou a dar a conhecer de uma forma mais sólida. Os norte-americanos Jump Jump Dance Dance, dupla formada por Chris Carter e Simon Lewicki, apresentam agora este "Modern Eyes", tema acompanhado por remisturas de Beni e Lifelike. O vídeo ficou a cargo de Clemens Habicht, realizador que também assinou "Skeleton Boy" (Friendly Fires):