Jan 16, 2011

Clash Club - Segundo Aniversário

Em noite de celebração, o Clash Club levou muito público ao Teatro Sá da Bandeira. Com as presenças internacionais de Congorock e Haezer como principal atracção, esta noite foi a vez do Porto receber o segundo aniversário dos eventos, depois da noite de ontem no Space, em Lisboa.



reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira


Em dois anos, o Clash Club conseguiu levar o electro às massas de uma forma frequente, apostando em diferentes abordagens - e locais - ao longo de um percurso sempre ascendente. Renovando público e a própria sonoridade, os eventos continuam a demonstrar vontade de crescer, até geograficamente, com a aposta definitiva no desdobramento com frequência mensal entre Porto e Lisboa. Para os próximos meses, estão já confirmadas as presenças de Cyberpunkers, Brodinski, Erol Alkan, Les Petits Pilous ou Paul Chambers.



Esta noite, já com a pista bem composta, coube às duplas Los Luchos e The Boys Who? o aquecimento do público. Membros da recém-lançada Positiva Agency, os quatro elementos revezaram-se na mesa de mistura e na sonoridade: de Grum a Crookers.


O primeiro convidado internacional a subir ao palco seria o italiano Congorock, cabendo-lhe o destaque da noite. Ainda assim, terá sido o artista seguinte o principal responsável pela elevada afluência de público. O autor do hit "Babylon" deixa vincado no nome as influências tribais vindas do continente africano e ao vivo facilmente se comprova esses ingredientes.



Entre o electro, o fidget e os mais diferentes sub-géneros de fusão, Rocco Rampino faria de "Smack My Bitch Up" (The Prodigy) ou a própria "Babylon" pontos altos de uma actuação onde a sua remistura para "One" (Swedish House Mafia) se destacaria de uma forma clara (e audível) entre o público.


Ligeiramente mais cedo do que era esperado, o sul-africano Haezer arrancaria a sua actuação às 4h15, com uma plateia do Teatro Sá da Bandeira já praticamente preenchida. Na segunda data da sua estreia em Portugal, mostrou ser dono de uma séria popularidade junto de um público que aprecia o cruzamento do breakbeat com a crueza do industrial.



Tal como o próprio Clash Club, foi há dois anos que este produtor vindo de Cape Town iniciou a sua carreira, partilhando cabine com Steve Aoki ou Gtronic. No primeiro single ("Who The F*ck is Haezer"), colabora com Cyberpunkers e Saint Pauli e dá início a uma rápida ascenção um pouco por todo o mundo.



De "James Bond" à remistura de "We're Not French" (F.O.O.L), de The Prodigy a System of a Down - passando até pela década de 90 com "What Is Love" (Haddaway) - Haezer iria manter a pista bem compacta, mesmo com o aproximar das 6h da manhã.


No final de noite estiveram os Electro Domestic, hoje em versão reduzida já que um dos elementos do trio se encontra fora do país. Com a manutenção do ritmo no vermelho, também o público encontraria motivos para continuar na sala do Teatro Sá da Bandeira.



A próxima edição do Clash Club no Porto será a 18 de Fevereiro, no Gare, e terá Brodinski como convidado internacional. Em Lisboa, o Space recebe a 4 de Fevereiro os Cyberpunkers e Noize Generation.

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