Feb 18, 2011
Wolfram - Fireworks (feat. Hercules and Love Affair)
Vindo de Viena, Wolfram Eckert está na linha da frente do revivalismo disco desde 2005, tanto com a sua editora Diskokaine como através das produções (The Diskokaines ou Marflow). O disco de estreia sob o novo nome chega a 11 de Março, através da Permanent Vacation, e conta com colaborações de Haddaway, Holy Ghost! ou Legowelt.
Este "Fireworks", em colaboração com Andy Butler e Kim Ann Foxman (Hercules and Love Affair), encontra-se a partir de hoje à venda no Beatport, com remisturas de Alex Boman, Tiedye e Sally Shapiro.
Hannulelauri - Aura Delta (EP)
De volta estão também os finlandeses Hannulelauri, depois de no ano passado levarem às melhores pistas de dança "Zombie Tropicana". Este "Aura Delta" foi hoje editado pela Relish Records (de Headman) e pode ser encontrado, por enquanto em exclusivo, no Beatport.
Aura Delta by hannulelauri
More by hannulelauri
Bananas by hannulelauri
Cassian - I Like What You're Doing (EP)
O australiano Cassian está de volta às produções originais, 2 anos depois do EP "Friday Night". Este "I Like What You're Doing" chegou hoje às lojas pela Bang Gang e, além dos três temas originais, conta com remisturas de Lorenz Rhode, Nightriders, The Courtesans e Mitzi.
I Like What You're Doing (Radio Edit) by cassian
Getting High by cassian
Nobody by cassian
iTunes // Beatport
Feb 16, 2011
Hurts no Hard Club
Dupla britânica seduz o público portuense no Hard Club, entre histeria contida e uma actuação sólida.
reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira
Na primeira passagem por Portugal em nome próprio, depois da actuação no Alive!10, os Hurts comprovaram ser já donos de uma séria legião de seguidores por cá, suficientemente transversal para que a plateia da Sala 1 do Hard Club fosse, esta noite, bastante heterogénea.
O projecto nasceu em 2009, em Manchester, com Theo Hutchcraft (voz) e Adam Anderson (teclas). Contrariando a imagem dos projectos pop, foi pelo lado sóbrio e quase austero (tanto nos fatos utilizados, como na vertente gráfica e audio-visual) que criaram uma identidade assente nas influências vindas directamente da década de 80. Com uma sonoridade que oscila entre a melancolia e a pungência electrónica, conseguiram fazer de "Happiness" - o disco de estreia - um caso sério de airplay.
Às 22h em ponto, os quatro músicos que acompanham os Hurts em digressão ocupavam posições em palco, permanecendo imóveis ao longo da introdução que se fazia ouvir. Entre a simplicidade e um lado teatral vincado, é de forma eficaz que a actuação ao vivo é construída desde os minutos iniciais. Com a chegada de Theo e Adam surgem os primeiros sinais de uma histeria controlada pela facção feminina e os britânicos apresentam "Unspoken" e "Silver Lining".
Se na primeira passagem por palcos portugueses eram apenas conhecidos pelos mais atentos (uma vez que a chegada do disco às lojas estava ainda a alguns meses de distância), esta noite a letra dos temas revelou-se bem conhecida entre a plateia: "Wonderful Life" contou com um coro afincado.
Num crescendo emotivo, chega "Happiness" e "Blood, Tears & Gold". Resumindo a comunicação com o público ao essencial, revezaram os pontuais "obrigado" com rosas brancas atiradas para a plateia, nas pausas entre temas. Numa nova roupagem, "Evelyn" contou com forte destaque das guitarras e bateria, naquele que foi o principal momento de ruptura face ao disco. "Sunday" - o novo single - e "Mother Nature" mostram, então, a capacidade dos Hurts de encorpar a sonoridade, rumo a uma grandiosidade pop imaculada.
"Devotion", tema que em álbum conta com a colaboração de Kylie Minogue, e "Confide in Me" (cover do hit da australiana) trariam de volta o coro afinado, à medida que os temas em falta escasseavam. "Stay" e "Illuminated" colocariam um ponto final no corpo principal do concerto, de novo num crescendo emotivo amplificado pela teatralidade de Theo em palco.
Em encore, "Better Than Love" convidaria à dança entre a plateia - e nem a bandeira nacional faltou na mão de Theo, para gáudio de um público que aprecia estes gestos de carinho. Com cerca de uma hora, a actuação dos Hurts revelaria uma solidez de que poucos projectos são capazes com apenas um álbum editado. Adaptando as influências do lado mais sombrio da pop electrónica da década de 80, os britânicos já não são apenas um nome a manter debaixo de olho: são uma certeza, tendo já conseguido cativar por completo o público mainstream, por norma alheio a esta sonoridade.
Alinhamento:
Unspoken
Silver Lining
Wonderful Life
Happiness
Blood, Tears & Gold
Evelyn
Sunday
Mother Nature
Verona
Devotion
Confide In Me (Kylie Minogue cover)
Stay
Illuminated
Encore:
Better Than Love
Na primeira parte do concerto estiveram os The Eleanors.
reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira
Na primeira passagem por Portugal em nome próprio, depois da actuação no Alive!10, os Hurts comprovaram ser já donos de uma séria legião de seguidores por cá, suficientemente transversal para que a plateia da Sala 1 do Hard Club fosse, esta noite, bastante heterogénea.
O projecto nasceu em 2009, em Manchester, com Theo Hutchcraft (voz) e Adam Anderson (teclas). Contrariando a imagem dos projectos pop, foi pelo lado sóbrio e quase austero (tanto nos fatos utilizados, como na vertente gráfica e audio-visual) que criaram uma identidade assente nas influências vindas directamente da década de 80. Com uma sonoridade que oscila entre a melancolia e a pungência electrónica, conseguiram fazer de "Happiness" - o disco de estreia - um caso sério de airplay.
Às 22h em ponto, os quatro músicos que acompanham os Hurts em digressão ocupavam posições em palco, permanecendo imóveis ao longo da introdução que se fazia ouvir. Entre a simplicidade e um lado teatral vincado, é de forma eficaz que a actuação ao vivo é construída desde os minutos iniciais. Com a chegada de Theo e Adam surgem os primeiros sinais de uma histeria controlada pela facção feminina e os britânicos apresentam "Unspoken" e "Silver Lining".
Se na primeira passagem por palcos portugueses eram apenas conhecidos pelos mais atentos (uma vez que a chegada do disco às lojas estava ainda a alguns meses de distância), esta noite a letra dos temas revelou-se bem conhecida entre a plateia: "Wonderful Life" contou com um coro afincado.
Num crescendo emotivo, chega "Happiness" e "Blood, Tears & Gold". Resumindo a comunicação com o público ao essencial, revezaram os pontuais "obrigado" com rosas brancas atiradas para a plateia, nas pausas entre temas. Numa nova roupagem, "Evelyn" contou com forte destaque das guitarras e bateria, naquele que foi o principal momento de ruptura face ao disco. "Sunday" - o novo single - e "Mother Nature" mostram, então, a capacidade dos Hurts de encorpar a sonoridade, rumo a uma grandiosidade pop imaculada.
"Devotion", tema que em álbum conta com a colaboração de Kylie Minogue, e "Confide in Me" (cover do hit da australiana) trariam de volta o coro afinado, à medida que os temas em falta escasseavam. "Stay" e "Illuminated" colocariam um ponto final no corpo principal do concerto, de novo num crescendo emotivo amplificado pela teatralidade de Theo em palco.
Em encore, "Better Than Love" convidaria à dança entre a plateia - e nem a bandeira nacional faltou na mão de Theo, para gáudio de um público que aprecia estes gestos de carinho. Com cerca de uma hora, a actuação dos Hurts revelaria uma solidez de que poucos projectos são capazes com apenas um álbum editado. Adaptando as influências do lado mais sombrio da pop electrónica da década de 80, os britânicos já não são apenas um nome a manter debaixo de olho: são uma certeza, tendo já conseguido cativar por completo o público mainstream, por norma alheio a esta sonoridade.
Alinhamento:
Unspoken
Silver Lining
Wonderful Life
Happiness
Blood, Tears & Gold
Evelyn
Sunday
Mother Nature
Verona
Devotion
Confide In Me (Kylie Minogue cover)
Stay
Illuminated
Encore:
Better Than Love
Na primeira parte do concerto estiveram os The Eleanors.
Feb 8, 2011
Skunk Anansie no Coliseu do Porto
Depois da digressão que marcou o regresso dos britânicos aos palcos, os Skunk Anansie esgotaram esta noite o Coliseu do Porto para apresentar o mais recente "Wonderlustre".
reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira
De regresso ao Coliseu do Porto, sala por onde passaram em Novembro de 2009, os Skunk Anansie trouxeram esta noite novos argumentos ao palco: "Wonderlustre", o quarto álbum, lançado no ano passado. Num alinhamento equilibrado entre o saudosismo e as novidades, foi nos temas do passado que uma sala completamente esgotada iria manifestar-se mais calorosamente.
Às 22h, as luzes apagavam-se para revelar a imagem-chave da capa do mais recente trabalho, projectada numa tela a cobrir na totalidade a frente de palco. Com a plateia impaciente, foi necessário esperar 10 minutos para que a penumbra revelasse a silhueta dos músicos - especialmente a de Skin, que adquiria traços demoníacos, graças ao fato com que começaria a actuação.
"Yes It's Fucking Political" marcava o início efectivo do concerto, após uma introdução de sabor drum n bass acompanhada pela eficácia das luzes estroboscópicas. Ao segundo tema, "Charlie Big Potato", chegaria o sentimento confirmado ao longo de mais de noventa minutos de actuação: a noite seria de celebração. Conhecidos pela capacidade de conciliar as baladas com os temas mais enérgicos, abrandam o ritmo para apresentar as mais recentes "Because of You" e "God Loves Only You", entre as recordações de "100 Ways To Be A Good Girl" e "Secretly".
Com os temas de "Wonderlustre", em geral, a provocar uma reacção mais tímida na sala, "Over the Love" e "My Ugly Boy" - provavelmente por terem sido single - revelaram-se tão eficazes como os temas com maior airplay no passado dos britânicos: hits como "I Can Dream" ou "Twisted (Everyday Hurts)", esta última recebida por um Coliseu aos saltos.
Em "Weak", Skin iria recordar uma outra vocalista com forte presença em palco: Peaches. À semelhança da autora de "I Feel Cream", os seus 40 anos não impediram Skin de caminhar sobre os braços do público. Figura carismática e com presença magnética em palco, a vocalista apresentou-se esta noite com uma ainda maior dose de descontracção e humor, ingredientes sempre bem recebidos por um público que privilegia a ligação mais calorosa com os artistas.
Já com metade do novo álbum apresentado e uma plateia rendida, os Skunk Anansie atiram-se, então, a uma sequência explosiva servida sem paragens: "On My Hotel TV", "Tear the Place Up" e "The Skank Heads" marcariam não só a ameaça de final de concerto, como também uma descarga de energia maciça na sala, com o sistema de som - sempre no vermelho - a convidar ao reviver da adolescência, entre saltos generalizados e muitos braços no ar.
No primeiro encore, "Hedonism (Just Because You Feel Good)" mereceria o prémio de melhor coro da noite, seguido da nova "You Saved Me". Com uma paragem para apresentar os músicos, havendo tempo até para os respectivos solos de cada um, "Little Baby Swastikkka" relembrava que o final da actuação estava próximo. Para o derradeiro final, já num segundo encore, ficaria "Squander" - balada "para mandar o público para casa", como Skin a iria apresentar.
Entre as promessas de um regresso em breve e um "vemo-nos no Verão", a certeza é que esta noite, dia 8, os Skunk Anansie actuam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Alinhamento:
Intro
Yes It's Fucking Political
Charlie Big Potato
Because of You
God Loves Only You
100 Ways To Be A Good Girl
Secretly
Over the Love
I Can Dream
The Sweetest Thing
My Ugly Boy
Weak
Brazen (Weep)
My Love Will Fall
Twisted (Everyday Hurts)
Feeling the Itch
On My Hotel TV
Tear the Place Up
The Skank Heads
Encore 1:
Hedonism (Just Because You Feel Good)
You Saved Me
Little Baby Swastikkka
Encore 2:
Squander
Na primeira parte estiveram os ingleses The Virginmarys, que se preparam para editar o disco de estreia em Maio.
reportagem FestivaisPT
fotógrafo: Marco Eira
De regresso ao Coliseu do Porto, sala por onde passaram em Novembro de 2009, os Skunk Anansie trouxeram esta noite novos argumentos ao palco: "Wonderlustre", o quarto álbum, lançado no ano passado. Num alinhamento equilibrado entre o saudosismo e as novidades, foi nos temas do passado que uma sala completamente esgotada iria manifestar-se mais calorosamente.
Às 22h, as luzes apagavam-se para revelar a imagem-chave da capa do mais recente trabalho, projectada numa tela a cobrir na totalidade a frente de palco. Com a plateia impaciente, foi necessário esperar 10 minutos para que a penumbra revelasse a silhueta dos músicos - especialmente a de Skin, que adquiria traços demoníacos, graças ao fato com que começaria a actuação.
"Yes It's Fucking Political" marcava o início efectivo do concerto, após uma introdução de sabor drum n bass acompanhada pela eficácia das luzes estroboscópicas. Ao segundo tema, "Charlie Big Potato", chegaria o sentimento confirmado ao longo de mais de noventa minutos de actuação: a noite seria de celebração. Conhecidos pela capacidade de conciliar as baladas com os temas mais enérgicos, abrandam o ritmo para apresentar as mais recentes "Because of You" e "God Loves Only You", entre as recordações de "100 Ways To Be A Good Girl" e "Secretly".
Com os temas de "Wonderlustre", em geral, a provocar uma reacção mais tímida na sala, "Over the Love" e "My Ugly Boy" - provavelmente por terem sido single - revelaram-se tão eficazes como os temas com maior airplay no passado dos britânicos: hits como "I Can Dream" ou "Twisted (Everyday Hurts)", esta última recebida por um Coliseu aos saltos.
Em "Weak", Skin iria recordar uma outra vocalista com forte presença em palco: Peaches. À semelhança da autora de "I Feel Cream", os seus 40 anos não impediram Skin de caminhar sobre os braços do público. Figura carismática e com presença magnética em palco, a vocalista apresentou-se esta noite com uma ainda maior dose de descontracção e humor, ingredientes sempre bem recebidos por um público que privilegia a ligação mais calorosa com os artistas.
Já com metade do novo álbum apresentado e uma plateia rendida, os Skunk Anansie atiram-se, então, a uma sequência explosiva servida sem paragens: "On My Hotel TV", "Tear the Place Up" e "The Skank Heads" marcariam não só a ameaça de final de concerto, como também uma descarga de energia maciça na sala, com o sistema de som - sempre no vermelho - a convidar ao reviver da adolescência, entre saltos generalizados e muitos braços no ar.
No primeiro encore, "Hedonism (Just Because You Feel Good)" mereceria o prémio de melhor coro da noite, seguido da nova "You Saved Me". Com uma paragem para apresentar os músicos, havendo tempo até para os respectivos solos de cada um, "Little Baby Swastikkka" relembrava que o final da actuação estava próximo. Para o derradeiro final, já num segundo encore, ficaria "Squander" - balada "para mandar o público para casa", como Skin a iria apresentar.
Entre as promessas de um regresso em breve e um "vemo-nos no Verão", a certeza é que esta noite, dia 8, os Skunk Anansie actuam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Alinhamento:
Intro
Yes It's Fucking Political
Charlie Big Potato
Because of You
God Loves Only You
100 Ways To Be A Good Girl
Secretly
Over the Love
I Can Dream
The Sweetest Thing
My Ugly Boy
Weak
Brazen (Weep)
My Love Will Fall
Twisted (Everyday Hurts)
Feeling the Itch
On My Hotel TV
Tear the Place Up
The Skank Heads
Encore 1:
Hedonism (Just Because You Feel Good)
You Saved Me
Little Baby Swastikkka
Encore 2:
Squander
Na primeira parte estiveram os ingleses The Virginmarys, que se preparam para editar o disco de estreia em Maio.
Feb 6, 2011
What DJ? / Take It Easy
Com a actualização do blogue condenada a permanecer irregular, hoje chega uma nova mixtape do meu alter-ego What DJ?. "Take It Easy" faz justiça ao nome e durante 67 minutos podem contar com a banda sonora perfeita para um domingo à tarde (ou noite) mais relaxado. Desfrutem:
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