Editado na semana passada, “Tasha Sits Close to the Piano” é o disco de estreia do norte-americano Kelcey Ayer, um dos vocalistas dos Local Natives.
Aproveitando a gravação do último disco da banda (“Sunlit Youth”, 2016), Ayer usou o estúdio para gravar este trabalho a solo - assente, como o nome antecipa, em grande parte no piano (“Tasha” é o nome do seu cão).
Inspirado por nomes como James Blake ou Portishead, a estreia de Jaws of Love. move-se essencialmente por terrenos indie pop mais melancólicos - com o amor a servir de temática central do disco.
Banda sonora indicada para o Outono que já se faz sentir.
★★★☆☆
A 11 de Abril de 2007, quatro amigos criavam um blog com nome sugestivo: pa lamber. A explicação, que provavelmente muitos desconhecem, pode ser encontrada aqui e, através do site Waybackmachine, é possÃvel recuperar o conteúdo desta primeira fase - terminada com um ataque hacker em inÃcio de 2010 -, bem como da segunda vida do pa lamber. A terceira, mais sucinta e actual, encontra-se online, sem necessidade de recorrer a páginas em cache.
- Abril 2007 / Setembro 2009
- Janeiro 2010 / Julho 2013
São 10 anos, com mais de 1500 posts publicados e muitas histórias dentro e fora da web. Centenas de discos e vÃdeos e dezenas de mixtapes exclusivas de nomes como Moullinex, Xinobi, Mister Teaser, Rui Maia - entre muitos outros, entre os quais o meu próprio projecto What DJ?, que muito deve a este blog. De reportagens, notÃcias, recomendações. Entretanto perdidas (ainda que com a possibilidade de as revisitar via cache), com alguns suportes já extintos (como o imeem, plataforma usada para partilhar música convosco - lugar agora ocupado pelo Spotify). E até festas, bem dispostas.
Com várias pausas e recomeços, a recuperação da actividade do blog - agora com uma década - nem sempre foi uma tarefa fácil no dia-a-dia, mas resolvi esforçar-me para dar uma nova vida a um projecto que foi desde sempre especial. Para já, com especial foco nos novos álbuns (não, o formato ainda não morreu) e sem a preocupação de ser o primeiro a publicar seja o que for. Sem o lado imediato, mantendo as sonoridades de que o pa lamber sempre viveu.
Bem-vindos de volta.
“Se não metes o nariz onde não és chamado, experimenta meter a lÃngua!”
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São 10 anos, com mais de 1500 posts publicados e muitas histórias dentro e fora da web. Centenas de discos e vÃdeos e dezenas de mixtapes exclusivas de nomes como Moullinex, Xinobi, Mister Teaser, Rui Maia - entre muitos outros, entre os quais o meu próprio projecto What DJ?, que muito deve a este blog. De reportagens, notÃcias, recomendações. Entretanto perdidas (ainda que com a possibilidade de as revisitar via cache), com alguns suportes já extintos (como o imeem, plataforma usada para partilhar música convosco - lugar agora ocupado pelo Spotify). E até festas, bem dispostas.
Com várias pausas e recomeços, a recuperação da actividade do blog - agora com uma década - nem sempre foi uma tarefa fácil no dia-a-dia, mas resolvi esforçar-me para dar uma nova vida a um projecto que foi desde sempre especial. Para já, com especial foco nos novos álbuns (não, o formato ainda não morreu) e sem a preocupação de ser o primeiro a publicar seja o que for. Sem o lado imediato, mantendo as sonoridades de que o pa lamber sempre viveu.
Bem-vindos de volta.
“Se não metes o nariz onde não és chamado, experimenta meter a lÃngua!”
(Des)conhecidos por cá muito graças à inclusão do tema “Tonight I Have to Leave It” nos spots publicitários de uma operadora de comunicações móvel, há cerca de 10 anos, os Shout Out Louds lançaram recentemente o quinto álbum: “Ease My Mind”.
Com uma sonoridade indie/dream pop de inclinação ora introspectiva ora mais festiva, os suecos estrearam-se em 2005 com “Howl Howl Gaff Gaff”. Mesmo com o orelhudo segundo disco “Our Ill Wills” (2007), o sucesso por cá foi sempre relativo - e “Work” (2010) e “Optica” (2013) acabariam por passar ao lado do público geral.
Este novo (e competente) “Ease My Mind” arrica-se a seguir as pisadas dos antecessores entre os mais distraÃdos. Lamentavelmente.
★★★☆☆
Desde a estreia em 2004, com “Bright Like Neon Love”, o quarteto australiano foi cativando as atenções dos mais atentos, com uma sonoridade que tem tanto de retro como de fresca. Donos de uma pop electrónica acessÃvel e bem disposta, os Cut Copy veriam a sua dimensão crescer com o segundo disco “In Ghost Colours” (2008) - posição solidificada pelo posterior “Zonoscope” (2011).
Depois de múltiplas passagens por território português, e um quarto disco com impacto inferior (“Free Your Mind”, 2013), “Standing in the Middle of the Field” serviu de cartão de visita para este “Haiku from Zero”. E é um single que reflecte o que podemos esperar do disco: coerência… ou mais do mesmo, dependendo do ponto de vista pessoal.
Chegado à s lojas no dia que marcou a entrada no Outono, “Haiku from Zero” prolonga os dias veraneantes, mas com uma inevitável sensação de que lhe faltou inspiração. A boa notÃcia é que o disco serve de pretexto para os voltarmos a ver em palco - onde a veia dançante dá aos temas um interesse reforçado.
★★★☆☆
recuperado da vida anterior do pa lamber:
álbum: Cut Copy - In Ghost Colours
reportagem: Cut Copy na Casa da Música (Novembro 2008)

The Past We Leave Behind é o disco de estreia do mais recente projecto de Mike Simonetti (co-fundadador da editora Italians Do It Better, "casa" de projectos como Glass Candy ou Chromatics). Com Elizabeth Wight (Silver Hands) na voz - além da colaboração de Jana Hunter (Lower Dens) em Dusk In Parts, o álbum oscila entre territórios dream pop e os de inclinação mais dançável.
Uma boa companhia antes de uma noitada, em jeito de aquecimento e entrada no espÃrito para as pistas de dança.

Voyager é o disco de estreia do português Mirror People, disponÃvel a partir de hoje através da NOS discos. Com participações de Rowetta (Happy Mondays), James Curd, Hard Ton, Iwona Skwarek e Maria do Rosário, Rui Maia aponta à s pistas de dança de forma certeira, com diferentes abordagens em território disco.
Com a edição fÃsica a chegar à s lojas em breve, podem descarregar gratuitamente e desde já o disco na versão digital.








